O complemento absoluto e o complemento de finalidade

B2 المَفْعولُ المُطْلَقُ والمَفْعولُ لِأَجْلِه 60 / 70

Em resumo

O português reforça um verbo com um advérbio: «agradeci-lhe calorosamente», «a notícia espalhou-se como fogo em palha seca», «ela bateu duas vezes». O árabe tem um truque mais elegante. Pega no مَصْدَر do próprio verbo — o nome verbal da lição 54 — põe-no no acusativo e coloca-o logo a seguir ao verbo: شَكَرْتُهُ شُكْرًا. Literalmente «agradeci-lhe um agradecimento». Esse eco chama-se المَفْعولُ المُطْلَقُ, e assim que souber construí-lo pode intensificar, caracterizar ou contar qualquer ação na língua, porque todo o verbo tem um مَصْدَر.

A segunda metade da lição é um acusativo diferente, مَصْدَر. المَفْعولُ لِأَجْلِهِ dá a razão da ação: قُمْتُ اِحْتِرامًا لِلْأُسْتاذِ «levantei-me por respeito ao professor». Ambos são مَصادِر, ambos são مَنْصوب, e uma pergunta distingue cada um: المُطْلَق responde a «como / quantas vezes?», لِأَجْلِهِ responde a «porquê?». Vem ainda um bónus: شُكْرًا، عَفْوًا، أَهْلًا وَسَهْلًا، حَقًّا são todos complementos absolutos cristalizados, por isso já usa esta construção desde a sua primeira semana.

Regra

1. O que «absoluto» significa. Os outros complementos do árabe têm o nome de uma preposição — المَفْعولُ بِهِ (lição 29), المَفْعولُ فيهِ (lição 31), المَفْعولُ لِأَجْلِهِ mais abaixo. Este liga-se ao verbo sem preposição nenhuma, «de forma absoluta». É um مَصْدَر do mesmo verbo, sempre مَنْصوب, e não muda nada à sua volta: كَتَبَ الطّالِبُ الرِّسالَةَ كِتابَةً mantém o seu sujeito e o seu complemento normal, com o مَصْدَر acrescentado por cima.

A única exigência rígida é que o مَصْدَر tem de vir desse verbo, nessa forma. عَلَّمَ é da forma II, por isso o seu مَصْدَر é تَعْليمًا e mais nada; عِلْمًا pertence a عَلِمَ.

2. Primeira função: تَوْكيد, ênfase pura. O مَصْدَر nu reforça o verbo: aconteceu, e aconteceu como deve ser. O português recorre a «realmente», «de facto», «calorosamente», ou a um verbo enfatizado.

  • شَكَرْتُهُ شُكْرًا. — agradeci-lhe sinceramente.
  • فَرِحَ الأَوْلادُ فَرَحًا. — as crianças ficaram verdadeiramente encantadas.
  • تَغَيَّرَتِ المَدينَةُ تَغَيُّرًا. — a cidade mudou mesmo.

Nesta função o مَصْدَر fica sozinho, indefinido: sem plural, sem الـ.

3. Segunda função: نَوْع, que tipo de ação foi. É a função produtiva. O مَصْدَر deixa de estar nu: ou é seguido de um adjetivo, ou é transformado no primeiro termo de uma إِضافَة (lição 20), e é a descrição que faz o trabalho real.

  • نامَ الطِّفْلُ نَوْمًا عَميقًا. — a criança dormiu profundamente.
  • تَصَرَّفَ تَصَرُّفًا حَكيمًا. — ele agiu sabiamente.
  • اِنْتَشَرَ الخَبَرُ اِنْتِشارَ النّارِ في الهَشيمِ. — a notícia espalhou-se como fogo em mato seco.
  • عَمِلَ عَمَلَ المُحْتَرِفينَ. — ele trabalhou como trabalham os profissionais.

Repare no que a versão com إِضافَة lhe traz: é a forma normal do árabe de construir uma comparação a partir de um verbo. O مَصْدَر perde o seu tanwīn porque é مُضاف (اِنْتِشارَ, não *اِنْتِشارًا), tal como qualquer primeiro termo.

4. Terceira função: عَدَد, quantas vezes. Acrescente o ة da ocorrência única e pode contar a ação: ضَرَبَ dá ضَرْبَةً «uma pancada», دارَ dá دَوْرَةً «uma volta», e a partir daí o dual e o plural fazem a contagem:

  • دارَتِ الأَرْضُ دَوْرَتَيْنِ. — a terra girou duas vezes.
  • طَرَقَ البابَ طَرْقَتَيْنِ. — ele bateu à porta duas vezes.
  • قَفَزَ ثَلاثَ قَفَزاتٍ. — ele saltou três vezes.

Com um numeral à frente, é o numeral que fica no acusativo e o مَصْدَر torna-se o seu مُضاف إِلَيْهِ (lição 26): ثَلاثَ قَفَزاتٍ, genitivo depois do numeral acusativo ثَلاثَ.

5. Construir o مَصْدَر: acertar na forma. É aqui que os estudantes realmente erram, e é lição 54 pura. Pegue no verbo, identifique a sua forma (medida), pegue no مَصْدَر dessa forma:

ضَرَبَ (I) → ضَرْبًا, عَلَّمَ (II) → تَعْليمًا, تَقَدَّمَ (V) → تَقَدُّمًا, اِهْتَمَّ (VIII) → اِهْتِمامًا, اِسْتَقْبَلَ (X) → اِسْتِقْبالًا. A forma I é lexical, por isso procure-a no dicionário; da forma II para cima é mecânico. Preste atenção ao verbo مُضَعَّف اِهْتَمَّ: a sua shadda desdobra-se no مَصْدَر (اِهْتِمامًا), porque a forma do nome separa os dois radicais idênticos.

6. النّائِبُ عَنِ المَفْعولِ المُطْلَقِ — os substitutos. O árabe salta muitas vezes o مَصْدَر e coloca algo que aponta para ele no mesmo lugar acusativo. Quatro cobrem quase tudo:

  • كُلَّ / بَعْضَ + o مَصْدَر: أُحِبُّهُ كُلَّ الحُبِّ «amo-o com todo o meu coração», فَهِمْتُ بَعْضَ الفَهْمِ «percebi em parte».
  • um advérbio de grau: أَحْتَرِمُهُ كَثيرًا «respeito-o imenso», تَأَخَّرَ قَليلًا «ele chegou um pouco atrasado».
  • um demonstrativo: جَلَسْتُ هٰذِهِ الجِلْسَةَ «sentei-me exatamente desta maneira».
  • o adjetivo sozinho, com o مَصْدَر apagado: سِرْنا سَريعًا «andámos depressa», onde a forma completa seria سَيْرًا سَريعًا.

Este último caso explica toda uma classe de advérbios árabes: não há uma classe gramatical à parte para «depressa», apenas um acusativo a ocupar o lugar do complemento absoluto.

7. Os cristalizados — o seu maior ganho. Um conjunto de palavras do dia a dia são acusativos cujo verbo foi apagado e nunca é pronunciado. A maior parte são complementos absolutos — o مَصْدَر que ficou sozinho:

  • شُكْرًا — أَشْكُرُ شُكْرًا está subentendido. «Obrigado.»
  • عَفْوًا — «desculpe / de nada», de عَفا «perdoar».
  • حَقًّا — «realmente, deveras». صَبْرًا — «paciência!». مَهْلًا — «com calma, espere».
  • أَهْلًا وَسَهْلًا — «bem-vindo», o caso à parte: aqui o verbo apagado toma os dois nomes como um complemento e um lugar, não como مَصادِر (وَجَدْتَ أَهْلًا «encontraste família»), mas o acusativo comporta-se da mesma forma.

É por isso que trazem aquele ـً: não é uma grafia de cortesia, é gramática. Assim que vir شُكْرًا como um complemento absoluto, o fatḥatān deixa de ser arbitrário e nunca mais escreverá *شُكْرٌ.

8. المَفْعولُ لِأَجْلِهِ: a razão. Pegue num مَصْدَر que nomeia um estado interior — um sentimento, um desejo, um motivo — ponha-o no acusativo depois do verbo, e ele diz-lhe porquê:

  • قُمْتُ اِحْتِرامًا لِلْأُسْتاذِ. — levantei-me por respeito ao professor.
  • سافَرَ طَلَبًا لِلْعِلْمِ. — ele viajou em busca do saber.
  • صَمَتَ خَوْفًا مِنَ الخَطَأِ. — ele calou-se com medo de errar.
  • تَبَرَّعَ بِالمالِ رَغْبَةً في المُساعَدَةِ. — ele doou o dinheiro por vontade de ajudar.

Responde a لِماذا؟ e é uma alternativa compacta a uma oração completa com لِأَنَّ (lição 38): صَمَتَ خَوْفًا مِنَ الخَطَأِ = صَمَتَ لِأَنَّهُ خافَ مِنَ الخَطَأِ.

9. As três condições que tem de cumprir. Um مَصْدَر só ocupa este lugar se as três se verificarem:

  1. É um قَلْبِيّ مَصْدَر — um nome «do coração»: اِحْتِرام, خَوْف, رَغْبَة, طَمَع, حُبّ, كَراهِيَة, طَلَب, أَمَل, رَجاء, حِرْص, إِكْرام, تَقْدير. Um مَصْدَر de uma simples ação física normalmente não se qualifica.
  2. Partilha o mesmo agente que o verbo: quem viaja é quem quer o saber.
  3. Partilha o mesmo momento que o verbo: o querer e o viajar são simultâneos.

Quebre a condição 1 e a frase desmorona-se: *سافَرَ العَمَلَ não é árabe, porque عَمَل não é um sentimento. Tem de dizer سافَرَ لِلْعَمَلِ. Quebre a condição 2 — se a razão pertencer a outra pessoa — e volta a precisar de لِـ ou de uma oração.

10. Indefinido, مُضاف, definido. O acusativo sente-se em casa quando o مَصْدَر é indefinido e sozinho. Torne-o um مُضاف e abrem-se as duas vias — o acusativo, ou لِـ + genitivo; dê-lhe الـ e o árabe prefere لِـ + genitivo:

  • سافَرَ طَلَبًا لِلْعِلْمِ. — indefinido: acusativo.
  • سافَرَ طَلَبَ العِلْمِ / سافَرَ لِطَلَبِ العِلْمِ. — مُضاف: ambos corretos.
  • سافَرَ لِلطَّلَبِ. — definido com الـ: لِـ + genitivo.

Todas estas formas são bom árabe; لِطَلَبِ العِلْمِ é a mais comum na prosa moderna. Repare que o acusativo costuma arrastar consigo o seu próprio complemento — اِحْتِرامًا لِـ, خَوْفًا مِنْ, رَغْبَةً في — e que essa pequena preposição é fixa para cada nome, por isso aprenda o par.

11. Escrever o ـً, e ouvi-lo. As duas construções terminam em fatḥatān, e a regra ortográfica da lição 55 aplica-se sem alterações. Uma palavra terminada numa consoante simples leva o alif de apoio: شُكْرًا, تَعْليمًا, اِحْتِرامًا, طَلَبًا. As palavras que já terminam noutra coisa não levam nenhum alif: as terminadas em ة, que carregam o tanwīn no ة (رَغْبَةً, مُساعَدَةً, دَوْرَةً — nunca *رَغْبَةاً), as terminadas em hamza depois de um alif longo (مَساءً, اِبْتِداءً, بِناءً), e as terminadas em ى (رِضًا). O اِسْم مَنْقوص traz primeiro de volta o seu ي: تَمَنٍّ → تَمَنِّيًا.

E a recompensa que vem das regras de pausa: dos três tanwīns, só este sobrevive a الوَقْف. Em pausa, ـٌ e ـٍ ficam mudos, mas ـً pronuncia-se como um ā longo — razão pela qual toda a gente ouve شُكْرًا como «shukrā», e razão pela qual estes acusativos são as terminações que pode dizer em voz alta sem preocupação.

12. Distinguir os dois, e o que fica de fora. Faça a pergunta. شَكَرْتُهُ شُكْرًا — como é que lhe agradeci? Complemento absoluto. قُمْتُ اِحْتِرامًا — porque é que me levantei? Complemento de finalidade. Um segundo teste: o complemento absoluto propriamente dito constrói-se sobre a própria raiz do verbo — é essa a razão de ser dele — enquanto o complemento de finalidade vem de uma raiz diferente, já que um verbo raramente é o seu próprio motivo.

Fica ainda um acusativo para a lição 61: o nome que diz em quê se mede uma quantidade ou uma comparação (اِشْتَرَيْتُ كيلو سُكَّرًا, أَكْثَرُ طُلّابًا). Isso é التَّمْييز, e não é nem um مَصْدَر nem um eco do verbo.

Formas e estruturas

As três funções de المَفْعول المُطْلَق:

الوَظيفَةالشَّكْلمِثالTradução
تَوْكيدمَصْدَر nuشَكَرْتُهُ شُكْرًاAgradeci-lhe sinceramente
نَوْعمَصْدَر + صِفَةنامَ نَوْمًا عَميقًاEle dormiu profundamente
نَوْعمَصْدَر مُضافاِنْتَشَرَ اِنْتِشارَ النّارِEspalhou-se como fogo
عَدَدمَصْدَر مَرَّةدارَتْ دَوْرَتَيْنِGirou duas vezes

Verbo → o seu مَصْدَر, por forma. Pegue na linha que corresponde ao seu verbo e nada vai desencaixar:

الفِعْلالوَزْنالمَفْعول المُطْلَقالجُمْلَة
ضَرَبَeuضَرْبًاضَرَبَ الكُرَةَ ضَرْبًا قَوِيًّا
فَهِمَeuفَهْمًافَهِمَ الدَّرْسَ فَهْمًا جَيِّدًا
عَلَّمَIIتَعْليمًاعَلَّمَهُ العَرَبِيَّةَ تَعْليمًا مُمْتازًا
ساعَدَIIIمُساعَدَةًساعَدَني مُساعَدَةً كَبيرَةً
أَرْسَلَIVإِرْسالًاأَرْسَلَ الرِّسالَةَ إِرْسالًا سَريعًا
تَقَدَّمَVتَقَدُّمًاتَقَدَّمَ العَمَلُ تَقَدُّمًا واضِحًا
تَعاوَنَVIتَعاوُنًاتَعاوَنّا تَعاوُنًا وَثيقًا
اِنْكَسَرَVIIاِنْكِسارًااِنْكَسَرَ الزُّجاجُ اِنْكِسارًا تامًّا
اِهْتَمَّVIII (مُضَعَّف)اِهْتِمامًااِهْتَمَّ بِالمَشْروعِ اِهْتِمامًا بالِغًا
اِسْتَقْبَلَXاِسْتِقْبالًااِسْتَقْبَلَنا اِسْتِقْبالًا حارًّا

Os substitutos (النّائِبُ عَنِ المَفْعولِ المُطْلَقِ):

النّائِبمِثالTradução
كُلَّ + المَصْدَرأُحِبُّهُ كُلَّ الحُبِّAmo-o com todo o meu coração
بَعْضَ + المَصْدَرنِمْتُ بَعْضَ النَّوْمِDormi um pouco
صِفَة المَصْدَر (الدَّرَجَة)أَحْتَرِمُهُ كَثيرًاRespeito-o imenso
العَدَدضَرَبَهُ ضَرْبَتَيْنِEle bateu-lhe duas vezes
صِفَة المَصْدَر (النَّوْع)سِرْنا سَريعًاAndámos depressa

Acusativos cristalizados com um verbo apagado — aprenda-os como vocabulário, não como gramática:

الكَلِمَةالأَصْل المُقَدَّرTradução
شُكْرًاأَشْكُرُكَ شُكْرًاobrigado
عَفْوًاأَعْفو عَفْوًاdesculpe / de nada
أَهْلًا وَسَهْلًاوَجَدْتَ أَهْلًا وَنَزَلْتَ سَهْلًاbem-vindo
حَقًّايَحِقُّ حَقًّاrealmente, deveras
مَثَلًاأَضْرِبُ مَثَلًاpor exemplo
صَبْرًااِصْبِرْ صَبْرًاpaciência!
مَهْلًاأَمْهِلْ مَهْلًاcom calma, espere

مَصادِر «do coração» comuns no lugar de لِأَجْلِهِ, com a preposição que cada um prefere:

المَصْدَرحَرْفُ الجَرِّ بَعْدَهُمِثال
اِحْتِرامًالِـوَقَفْتُ اِحْتِرامًا لِلضُّيوفِ
طَلَبًالِـسافَرَ طَلَبًا لِلْعِلْمِ
خَوْفًامِنْصَمَتَ خَوْفًا مِنَ الخَطَأِ
رَغْبَةًفيتَطَوَّعَ رَغْبَةً في الخَيْرِ
حِرْصًاعَلىراجَعَ الحِسابَ حِرْصًا عَلى الدِّقَّةِ
تَقْديرًالِـكَرَّمَتْهُ الجامِعَةُ تَقْديرًا لِجُهودِهِ
إِكْرامًالِـسَكَتْنا إِكْرامًا لِلْجَدِّ

O acusativo e a sua paráfrase com لِـ:

الحالَةالتَّرْكيبمِثال
نَكِرَة مُجَرَّدَةمَنْصوبسافَرَ طَلَبًا لِلْعِلْمِ
مُضافمَنْصوب أَو لِـ + مَجْرورسافَرَ طَلَبَ العِلْمِ / سافَرَ لِطَلَبِ العِلْمِ
مُعَرَّف بِالـلِـ + مَجْرور (الأَكْثَر)سافَرَ لِلطَّلَبِ

Exemplos

العربيةPortuguês
شَكَرْتُ المُديرَ شُكْرًا عَلى مُساعَدَتِهِ.Agradeci ao diretor sinceramente pela sua ajuda.
نامَ الطِّفْلُ نَوْمًا عَميقًا بَعْدَ اللَّعِبِ.A criança dormiu profundamente depois de brincar.
اِنْتَشَرَ الخَبَرُ اِنْتِشارَ النّارِ في الهَشيمِ.A notícia espalhou-se como fogo em mato seco.
دارَتِ السَّيّارَةُ حَوْلَ المَيْدانِ دَوْرَتَيْنِ.O carro deu duas voltas à praça.
اِسْتَقْبَلَنا أَهْلُ القَرْيَةِ اِسْتِقْبالًا حارًّا.Os aldeões deram-nos as boas-vindas calorosamente.
اِهْتَمَّتِ الجامِعَةُ بِالبَحْثِ اِهْتِمامًا بالِغًا.A universidade mostrou um grande interesse pela investigação.
أُحِبُّ هٰذِهِ المَدينَةَ كُلَّ الحُبِّ.Amo esta cidade com todo o meu coração.
أَحْتَرِمُ رَأْيَكَ كَثيرًا.Respeito imenso a sua opinião.
وَقَفَ الطُّلّابُ اِحْتِرامًا لِلْأُسْتاذِ.Os estudantes levantaram-se por respeito ao professor.
سافَرَ إِلى القاهِرَةِ طَلَبًا لِلْعِلْمِ.Ele viajou até ao Cairo em busca do saber.
صَمَتَ في الاِجْتِماعِ خَوْفًا مِنَ الخَطَأِ.Ele calou-se na reunião com medo de errar.
تَبَرَّعَتْ بِراتِبِها رَغْبَةً في مُساعَدَةِ الفُقَراءِ.Ela doou o salário por vontade de ajudar os pobres.
عَفْوًا، هَلْ تَسْمَحُ لي بِالمُرورِ؟Desculpe, posso passar?

Erros frequentes

  • عَلَّمْتُهُ عِلْمًا -> عَلَّمْتُهُ تَعْليمًا — o مَصْدَر tem de vir da mesma forma que o verbo. عِلْم pertence a عَلِمَ (forma I); عَلَّمَ é da forma II e o seu مَصْدَر é تَعْليم.
  • سافَرَ العَمَلَ -> سافَرَ لِلْعَمَلِ — المَفْعول لِأَجْلِهِ tem de ser um sentimento ou um motivo. عَمَل é uma atividade física, por isso precisa de لِـ e do genitivo.
  • شَكَرْتُهُ شُكْرٌ -> شَكَرْتُهُ شُكْرًا — o complemento absoluto é مَنْصوب sem exceção. Uma ḍamma faria dele um sujeito solto para o qual a frase não tem lugar.
  • دارَتِ الدَّوْرَةَ -> دارَتْ دَوْرَتَيْنِ — para contar ocorrências, use a forma de ة no dual ou no plural. O مَصْدَر nu e definido não conta nada.
  • سافَرَ طَلَبًا العِلْمِ -> سافَرَ طَلَبًا لِلْعِلْمِ — uma palavra não pode trazer ao mesmo tempo um tanwīn e um مُضاف إِلَيْهِ. Mantenha o tanwīn e ligue com لِـ, ou retire-o e construa a إِضافَة: سافَرَ طَلَبَ العِلْمِ e سافَرَ لِطَلَبِ العِلْمِ também estão corretos.
  • تَبَرَّعَ رَغْبَةاً في المُساعَدَةِ -> تَبَرَّعَ رَغْبَةً في المُساعَدَةِ — uma palavra terminada em ة nunca leva o alif de apoio, e o mesmo acontece com uma terminada em hamza depois de um alif longo (مَساءً, não *مَساءاً); o tanwīn fica na própria última letra.
  • اِنْتَشَرَ اِنْتِشارًا النّارِ -> اِنْتَشَرَ اِنْتِشارَ النّارِ — um مُضاف perde o seu tanwīn. O acusativo continua lá; é só uma fatḥa nua agora.
  • أُحِبُّهُ كُلُّ الحُبِّ -> أُحِبُّهُ كُلَّ الحُبِّ — o substituto herda o caso da palavra que substitui, por isso كُلَّ é acusativo e الحُبِّ é o seu مُضاف إِلَيْهِ.
  • اِهْتَمَّ اِهْتِمَّامًا -> اِهْتَمَّ اِهْتِمامًا — o radical duplicado de um verbo مُضَعَّف desdobra-se no مَصْدَر. Não escreva shadda nenhuma, apenas um ا longo.

Dicas

  • Duas perguntas resolvem qualquer مَصْدَر acusativo que encontre: كَيْفَ / كَمْ مَرَّةً؟ dá المُطْلَق, لِماذا؟ dá لِأَجْلِهِ. Pergunte antes de analisar.
  • Não espalhe تَوْكيد nu por todo o lado. Na prosa moderna real, a forma útil é مَصْدَر + adjetivo (تَقَدُّمًا مَلْحوظًا, اِهْتِمامًا بالِغًا), que é como o árabe diz o que o português diz com um advérbio.
  • Colecione as comparações com إِضافَة como expressões prontas — اِنْتِشارَ النّارِ, عَمَلَ المُحْتَرِفينَ, وُقوفَ الجُنودِ. São a coisa mais idiomática aqui e não podem ser construídas por regra.
  • Aprenda cada مَصْدَر «do coração» junto com a preposição que o segue: خَوْفًا مِنْ, رَغْبَةً في, حِرْصًا عَلى, اِحْتِرامًا لِـ. Metade dos erros aqui é a preposição errada, não o caso errado.
  • Quando não tiver a certeza se um nome é «do coração», escreva antes a paráfrase segura com لِـ. سافَرَ لِلْعِلاجِ está sempre certo; *سافَرَ العِلاجَ nunca está.
  • Diga o ـً. É a única terminação que sobrevive à forma de pausa, por isso pronunciar corretamente شُكْرًا, حَقًّا, اِهْتِمامًا não custa nada e soa imediatamente a nativo.
  • Ao ler prosa sem marcas vocálicas, um nome nu logo a seguir a uma oração verbal completa — sem الـ, sem preposição — é normalmente um destes dois. Acrescente o fatḥatān mentalmente e continue a leitura.