O diminutivo

B2 التَّصْغير 57 / 70

Em resumo

O árabe consegue diminuir um nome revocalizando-o, em vez de acrescentar uma palavra. كَلْبٌ «cão» torna-se كُلَيْبٌ, نَهْرٌ «rio» torna-se نُهَيْرٌ: as consoantes ficam exatamente onde estavam, as vogais são substituídas por um padrão fixo, e surge um ي depois da segunda consoante. A assinatura é curta e nunca varia — uma ḍamma na primeira consoante, depois ـَيْ — por isso uma palavra que parece desconhecida na página revela muitas vezes ser uma palavra que já conhece, vestida com este disfarce.

Trate esta lição como uma lição de reconhecimento. A prosa moderna quase nunca cria um diminutivo na hora; para dizer «um livro pequeno» usa كِتابٌ صَغيرٌ. O que usa é um pequeno conjunto de diminutivos que se fixaram como vocabulário comum — كُتَيِّبٌ um livrinho, بُحَيْرَةٌ um lago, جُسَيْمٌ uma partícula, دُوَيْلَةٌ um mini-Estado dito com desdém — mais os dois advérbios de imprensa قُبَيْلَ e بُعَيْدَ. A sua tarefa é despir o padrão até à raiz, procurar a base no dicionário, e aprender essa dúzia de palavras como vocabulário. Produzir diminutivos novos não é a sua tarefa.

Regra

1. A assinatura: ـُ depois ـَيْ. Todo o diminutivo da língua, seja qual for o seu tamanho, começa da mesma maneira: a primeira consoante leva uma ḍamma, a segunda leva uma fatḥa, e segue-se imediatamente um ي com sukūn. كُـ لَـ يْـ … é todo o sinal de alarme. O que vem a seguir depende do comprimento da palavra-base, e há apenas três continuações possíveis, indicadas abaixo. Se uma palavra não começar por ـُ ـَيْ, não é um diminutivo, seja qual for o seu significado.

2. فُعَيْل — a base de três consoantes. A forma mais comum e mais simples. Tome um nome de três consoantes, elimine as suas próprias vogais, e vaze-o em فُعَيْل:

كَلْبٌ → كُلَيْبٌ، نَهْرٌ → نُهَيْرٌ، جَبَلٌ → جُبَيْلٌ، قَلَمٌ → قُلَيْمٌ، جِسْمٌ → جُسَيْمٌ.

Uma base cujo radical do meio é uma letra fraca não é exceção — esse ي ou و é um radical verdadeiro e volta a aparecer. بَيْتٌ (raiz ب ي ت) → بُيَيْتٌ, com dois ي seguidos e sem shadda entre eles. دارٌ (raiz د و ر) → دُوَيْرَةٌ, نارٌ (raiz ن و ر) → نُوَيْرَةٌ: o و que o alif estava a substituir reaparece (ambas são femininas, daí o ة acrescentado pela regra 6). É o mesmo movimento de «restaurar o radical fraco» que aprendeu para os verbos ocos na lição 50.

3. فُعَيِّل — quando a base de três consoantes traz uma vogal longa depois do segundo radical. Este subcaso importa porque produz o diminutivo mais útil da imprensa moderna. Em كِتابٌ o ا ocupa a terceira posição, depois de ك e ت; no diminutivo essa vogal longa transforma-se em ي e funde-se com o ي próprio do diminutivo sob uma shadda:

كِتابٌ → كُتَيِّبٌ (livrinho), رَغيفٌ → رُغَيِّفٌ (um pão pequeno), غَزالٌ → غُزَيِّلٌ.

Repare no que a shadda lhe diz quando lê: um ي duplicado antes da última consoante de um diminutivo significa que a base tinha ali uma vogal longa, qualquer que fosse. Um ي duplicado mesmo no final é outra coisa — بُنَيٌّ, كُرَيَّةٌ — e vem de um radical final fraco.

4. فُعَيْعِل — a base de quatro consoantes. Quatro consoantes não deixam espaço para uma vogal longa, por isso a letra extra recebe simplesmente uma kasra:

دَفْتَرٌ → دُفَيْتِرٌ، دِرْهَمٌ → دُرَيْهِمٌ، عَقْرَبٌ → عُقَيْرِبٌ، مَكْتَبٌ → مُكَيْتِبٌ.

Um ا longo na segunda posição conta como uma das quatro posições e surge como و: كاتِبٌ → كُوَيْتِبٌ, شاعِرٌ → شُوَيْعِرٌ. A segunda destas é uma palavra real, ainda usada, para um mau poetastro, e mostra o tom de desdém que o padrão pode carregar.

5. فُعَيْعيل — quatro consoantes com uma vogal longa na quarta posição. Se a base tiver uma vogal longa entre as suas duas últimas consoantes, essa vogal sobrevive, e surge sempre como ي, seja qual for a sua origem:

مِفْتاحٌ → مُفَيْتيحٌ، عُصْفورٌ → عُصَيْفيرٌ، قِنْديلٌ → قُنَيْديلٌ، مِصْباحٌ → مُصَيْبيحٌ، سُلْطانٌ → سُلَيْطينٌ.

O alif de مِفْتاح, o و de عُصْفور e o ي de قِنْديل acabam todos por dar o mesmo ي. Repare como isto acompanha de perto os plurais quebrados da lição 10: مَفاتيحُ / مُفَيْتيحٌ, عَصافيرُ / عُصَيْفيرٌ, قَناديلُ / قُنَيْديلٌ — um só esqueleto, dois conjuntos de vogais.

6. Uma base feminina sem marca ganha um ة. O árabe tem um conjunto de nomes que são femininos por natureza mas não trazem terminação feminina: شَمْسٌ, أَرْضٌ, عَيْنٌ, يَدٌ, نارٌ, دارٌ, حَرْبٌ, بِئْرٌ (lição 5). Quando um nome assim, de três consoantes, é diminuído, o ة em falta é acrescentado:

شَمْسٌ → شُمَيْسَةٌ، أَرْضٌ → أُرَيْضَةٌ، عَيْنٌ → عُيَيْنَةٌ، يَدٌ → يُدَيَّةٌ.

Uma base que já tem um ة simplesmente mantém-no: شَجَرَةٌ → شُجَيْرَةٌ, دَوْلَةٌ → دُوَيْلَةٌ, حَديقَةٌ → حُدَيِّقَةٌ (quatro letras mais o ة, por isso a regra 3 também se aplica aqui dentro). E os femininos mais longos não recebem o ة acrescentado: عَقْرَبٌ, feminino e de quatro letras, dá عُقَيْرِبٌ, não عُقَيْرِبَةٌ.

7. Declinam como qualquer nome comum. Nada na forma bloqueia o tanwīn nem altera as terminações de caso. Um diminutivo é um tríptoto normal:

كُتَيِّبٌ / كُتَيِّبًا / كُتَيِّبٍ, e com o artigo الكُتَيِّبُ / الكُتَيِّبَ / الكُتَيِّبِ.

Os plurais são os sãos normais: كُتَيِّباتٌ, دُوَيْلاتٌ, جُسَيْماتٌ, شُجَيْراتٌ. A própria forma do diminutivo não é um gatilho de díptoto, por isso um nome próprio no diminutivo declina-se pelos critérios normais da lição 41: حُسَيْنٌ leva tanwīn completo — جاءَ حُسَيْنٌ, سَلَّمْتُ عَلى حُسَيْنٍ — porque فُعَيْل não é uma das categorias de díptoto. Um nome impedido de levar tanwīn por outro motivo — um nome feminino, por exemplo — continua impedido.

8. O que o padrão significa decide-o o contexto, não a forma. Quatro leituras estão vivas no árabe moderno: pequenez literal (شُجَيْرَةٌ um arbusto, بُحَيْرَةٌ um lago, عُصَيْفيرٌ um passarinho); afeto, sobretudo na fala dirigida a crianças e no discurso relatado — يا بُنَيَّ, يا أُخَيَّ; desdém ou depreciação, que é o que um jornalista quer dizer com دُوَيْلَةٌ ou com شُوَيْعِرٌ; e um uso puramente técnico, em que o diminutivo foi escolhido para cunhar um termo e já não se sente qualquer pequenez — جُسَيْمٌ uma partícula em física, كُرَيَّةٌ um corpúsculo em medicina (الكُرَيّاتُ الحَمْراءُ, os glóbulos vermelhos). Só a frase em redor lhe diz qual destas está a ler, por isso leia a oração inteira antes de decidir que o autor está a ser sarcástico.

9. Como procurar um no dicionário. O dicionário não tem entrada para um diminutivo; tem a base. Inverta o padrão em três passos (lição 22): apague o ي que segue a segunda consoante, desfaça a duplicação se houver shadda, e leia o que sobra como uma raiz. عُصَيْفير → ع ص ف ر → عُصْفور. مُفَيْتيح → م ف ت ح → o م é um aumento, por isso a raiz é ف ت ح e a base é مِفْتاح. دُفَيْتِر → د ف ت ر → دَفْتَر. كُتَيِّب → o ي duplicado desdobra-se numa vogal longa → كِتاب. No texto sem marcas vocálicas a ḍamma e a fatḥa são invisíveis, mas o ي não é: كتيب contra كتاب, عصيفير contra عصفور, دفيتر contra دفتر. Esse ي — inserido, ou a ocupar o lugar onde a base tinha ا ou و — é a sua pista de leitura em texto sem marcas vocálicas.

10. Diminutivos cristalizados já não são diminutivos. Um grande número de nomes cristalizou nesta forma há séculos e são hoje simplesmente nomes próprios: حُسَيْنٌ, زُبَيْرٌ, سُهَيْلٌ, عُبَيْدٌ, جُبَيْلٌ, الكُوَيْتُ, القُنَيْطِرَةُ. Leia-os como nomes e traduza-os como nomes. Escrever «o pequeno Hassan» para حُسَيْن ou «o pequeno forte» para الكُوَيْت é uma etimologia, não uma tradução, e numa notícia é simplesmente um erro. O mesmo vale para بُحَيْرَةٌ, que é um lago de qualquer tamanho, e para جُسَيْمٌ, que é um termo técnico.

11. O que esta lição deixa de lado. O encurtamento clássico de um nome no vocativo — التَّرْخيم, يا فاطِمَ por يا فاطِمَةُ — é um mecanismo diferente e não é ensinado neste percurso; não faz parte do uso escrito moderno. Os nomes derivados construídos sobre فاعِل, مَفْعول, مَفْعَل, مِفْعال pertencem à lição 53, e o elativo أَفْعَل à lição 28; são padrões que criam significados novos, enquanto o diminutivo apenas reajusta um significado que já existe. Diminutivos de adjetivos e do próprio plural existem na língua clássica e podem ser ignorados com segurança.

Formas e estruturas

As três continuações depois da assinatura ـُ ـَيْ, com bases reais. Aprenda a ler as duas colunas do meio como um par:

القالِبشَكْلُ الأَصْلالأَصْلالتَّصْغيرTradução
فُعَيْلثَلاثَةُ حُروفٍكَلْبٌكُلَيْبٌum cãozinho
فُعَيْلثَلاثَةُ حُروفٍنَهْرٌنُهَيْرٌum pequeno rio
فُعَيْلمُعْتَلُّ الوَسَطِبَيْتٌبُيَيْتٌuma casinha
فُعَيِّلثَلاثَةٌ + مَدٌّ ثالِثٌكِتابٌكُتَيِّبٌum livrinho
فُعَيِّلثَلاثَةٌ + مَدٌّ ثالِثٌرَغيفٌرُغَيِّفٌum pão pequeno
فُعَيْعِلأَرْبَعَةُ حُروفٍدَفْتَرٌدُفَيْتِرٌum cadernozinho
فُعَيْعِلأَرْبَعَةُ حُروفٍدِرْهَمٌدُرَيْهِمٌum dirham insignificante
فُعَيْعِلمَدٌّ في الثّانيشاعِرٌشُوَيْعِرٌum poetastro
فُعَيْعيلمَدٌّ رابِعٌ (ا)مِفْتاحٌمُفَيْتيحٌuma chavezinha
فُعَيْعيلمَدٌّ رابِعٌ (و)عُصْفورٌعُصَيْفيرٌum pequeno pardal
فُعَيْعيلمَدٌّ رابِعٌ (ي)قِنْديلٌقُنَيْديلٌuma pequena lâmpada

O ة. Coluna da esquerda: feminino sem terminação, por isso o diminutivo acrescenta uma. Coluna da direita: a terminação já lá estava e mantém-se:

مُؤَنَّثٌ بِلا عَلامَةٍالتَّصْغيرمُؤَنَّثٌ بِالتّاءِالتَّصْغير
شَمْسٌشُمَيْسَةٌشَجَرَةٌشُجَيْرَةٌ
أَرْضٌأُرَيْضَةٌدَوْلَةٌدُوَيْلَةٌ
عَيْنٌعُيَيْنَةٌحَديقَةٌحُدَيِّقَةٌ
دارٌدُوَيْرَةٌمَدينَةٌمُدَيِّنَةٌ
يَدٌيُدَيَّةٌقَنْطَرَةٌقُنَيْطِرَةٌ

Declinação — normal e monótona, e é esse o objetivo:

الحالَةنَكِرَةمَعْرِفَةجَمْعٌ سالِمٌ
مَرْفوعكُتَيِّبٌالكُتَيِّبُكُتَيِّباتٌ
مَنْصوبكُتَيِّبًاالكُتَيِّبَكُتَيِّباتٍ
مَجْروركُتَيِّبٍالكُتَيِّبِكُتَيِّباتٍ

O vocabulário que realmente vale a pena — diminutivos lexicalizados que vai encontrar na imprensa:

الكَلِمَةمِنْالمَعْنى
كُتَيِّبٌكِتابٌlivrinho, panfleto, manual
بُحَيْرَةٌبَحْرٌlago (sem qualquer sentido de pequenez)
شُجَيْرَةٌشَجَرَةٌarbusto, moita
دُوَيْلَةٌدَوْلَةٌmini-Estado — normalmente pejorativo
جُسَيْمٌجِسْمٌpartícula (física)
كُرَيَّةٌكُرَةٌcorpúsculo, glóbulo
شُوَيْعِرٌشاعِرٌpoetastro, versejador
بُنَيٌّابْنٌmeu filho (يا بُنَيَّ)
أُخَيٌّأَخٌquerido irmão (يا أُخَيَّ)
قُبَيْلَقَبْلَpouco antes
بُعَيْدَبَعْدَpouco depois

Deixados de fora destas tabelas: o diminutivo dos adjetivos de cor (أَحْمَر → أُحَيْمِر) e dos plurais, ambos clássicos e suficientemente raros na prosa moderna para os encontrar apenas como vocabulário, se algum dia os encontrar.

Exemplos

العربيةPortuguês
وَزَّعَتِ الوِزارَةُ كُتَيِّبًا إِرْشادِيًّا عَلى الطُّلّابِ.O ministério distribuiu um livrinho de orientação aos estudantes.
صَدَرَ الكُتَيِّبُ في طَبْعَةٍ ثانِيَةٍ هٰذا الأُسْبوعَ.O livrinho saiu numa segunda edição esta semana.
وَصَلَ الوَفْدُ إِلى العاصِمَةِ قُبَيْلَ مُنْتَصَفِ اللَّيْلِ.A delegação chegou à capital pouco antes da meia-noite.
أُعْلِنَتِ النَّتائِجُ بُعَيْدَ إِغْلاقِ صَناديقِ الاقْتِراعِ.Os resultados foram anunciados pouco depois do encerramento das urnas.
وَصَفَتِ الصَّحيفَةُ جارَتَها بِأَنَّها دُوَيْلَةٌ تابِعَةٌ.O jornal descreveu o seu vizinho como um mini-Estado cliente.
قالَ الشَّيْخُ لِحَفيدِهِ: يا بُنَيَّ، اِصْبِرْ قَليلًا.O velho disse ao neto: meu filho, tem um pouco de paciência.
زَرَعْنا شُجَيْراتٍ صَغيرَةً عَلى جانِبَيِ الطَّريقِ.Plantámos pequenos arbustos dos dois lados da estrada.
تَقَعُ القَرْيَةُ عَلى ضِفَّةِ بُحَيْرَةٍ هادِئَةٍ.A aldeia fica à beira de um lago tranquilo.
يَدْرُسُ العُلَماءُ سُلوكَ الجُسَيْماتِ في المُخْتَبَرِ.Os cientistas estudam o comportamento das partículas no laboratório.
أَظْهَرَ التَّحْليلُ نَقْصًا في الكُرَيّاتِ الحَمْراءِ.O exame revelou uma escassez de glóbulos vermelhos.
حَطَّ عُصَيْفيرٌ عَلى حافَّةِ الشُّبّاكِ.Um pequeno pardal pousou no rebordo da janela.
لَمْ تَظْهَرْ خَلْفَ الغُيومِ إِلّا شُمَيْسَةٌ باهِتَةٌ.Apenas um pequeno sol pálido apareceu por trás das nuvens.
اِشْتَرَيْتُ دُفَيْتِرًا صَغيرًا لِتَدْوينِ المُلاحَظاتِ.Comprei um cadernozinho para apontar notas.
سافَرَ الوَزيرُ إِلى الكُوَيْتِ في جَوْلَتِهِ الخَليجِيَّةِ.O ministro viajou até ao Kuwait na sua digressão pelo Golfo.

Erros frequentes

  • شُمَيْس -> شُمَيْسَةٌ — شَمْس é feminino embora não traga terminação feminina, e uma base feminina de três letras ganha um ة no diminutivo. O mesmo para أَرْضٌ → أُرَيْضَةٌ e عَيْنٌ → عُيَيْنَةٌ.
  • أُقَيْلامٌ (para أَقْلامٌ) -> قُلَيْماتٌ — a prosa moderna não diminui um plural quebrado. Diminua primeiro o singular, قَلَمٌ → قُلَيْمٌ, e depois dê ao diminutivo um plural são normal. (A língua antiga diminuiu um جَمْعُ قِلَّةٍ na sua própria forma, أَقْلامٌ → أُقَيْلامٌ, mas não é isso que se escreve hoje.)
  • كُتَيْبٌ -> كُتَيِّبٌ — o ا de كِتاب torna-se num segundo ي e funde-se com o ي do diminutivo, por isso a palavra leva uma shadda. Sem ela obtém-se o diminutivo de um كَتْب de três letras, não de كِتاب.
  • مُفَيْتاحٌ -> مُفَيْتيحٌ — a vogal longa na quarta posição surge como ي em فُعَيْعيل, quer a base tivesse ا, و ou ي: عُصْفورٌ → عُصَيْفيرٌ, não عُصَيْفورٌ.
  • دُفَيْتَرٌ -> دُفَيْتِرٌ — em فُعَيْعِل a letra antes da última leva uma kasra. Uma fatḥa nesse lugar é o erro mais frequente com bases de quatro consoantes.
  • بِيَيْتٌ -> بُيَيْتٌ — a primeira consoante de um diminutivo leva sempre uma ḍamma, sem exceção. Se não levar, a palavra não é um diminutivo.
  • بُنَيِّي -> بُنَيَّ — o ي do diminutivo e o ي possessivo de «meu» fundem-se num único ي duplicado com fatḥa: يا بُنَيَّ, يا أُخَيَّ.
  • قُبَيْلُ الغُروبِ -> قُبَيْلَ الغُروبِ — قُبَيْلَ e بُعَيْدَ são advérbios fixos no acusativo e seguidos de uma إِضافَة, exatamente como قَبْلَ e بَعْدَ (lição 31).
  • جاءَ حُسَيْنَ -> جاءَ حُسَيْنٌ — a forma do diminutivo não é uma das classes de díptoto. حُسَيْنٌ leva tanwīn completo nos três casos, e كُتَيِّبٌ também.
  • «o pequeno Estado do Kuwait» -> «Kuwait» — الكُوَيْت, حُسَيْن, جُبَيْل, القُنَيْطِرَة são nomes cristalizados. A sua origem diminutiva é etimologia, não significado, e não deve chegar à sua tradução.

Dicas

  • Treine um único reflexo: ḍamma — fatḥa — ي. Quando o vir, pare, retire o ي, e procure a base no dicionário. Esse único gesto é 90% do propósito desta lição.
  • No texto sem marcas vocálicas as vogais desaparecem, mas o ي continua visível. كتيب / كتاب, عصيفير / عصفور, دفيتر / دفتر — em cada par, a grafia que mostra um ي nessa posição é o diminutivo.
  • Não os produza. A prosa moderna escreve كِتابٌ صَغيرٌ, e um diminutivo cunhado por si na sua própria escrita soará a arcaico ou a sarcástico — raramente será o que pretendia.
  • Aprenda o punhado lexicalizado como itens de vocabulário isolados, não como derivações: كُتَيِّب, بُحَيْرَة, شُجَيْرَة, دُوَيْلَة, جُسَيْم, كُرَيَّة, قُبَيْلَ, بُعَيْدَ.
  • قُبَيْلَ e بُعَيْدَ merecem um esforço real — estão em toda a parte no noticiário e são mais precisos do que قَبْلَ e بَعْدَ: «pouco antes», «logo depois».
  • Use os plurais quebrados que já conhece como gancho para as formas longas: se مَفاتيحُ e عَصافيرُ lhe são familiares, então مُفَيْتيحٌ e عُصَيْفيرٌ são os mesmos esqueletos com as vogais do diminutivo.
  • O tom é contextual. دُوَيْلَة é normalmente um insulto (embora دُوَيْلاتُ الطَّوائِفِ seja uma designação histórica neutra), بُنَيّ é afetuoso, جُسَيْم é um termo neutro de física — leia a oração, nunca só o padrão.
  • Um advérbio cristalizado vale a pena reconhecer em prosa mais antiga ou literária: رُوَيْدَكَ, «com calma, não tão depressa». Trate-o como uma expressão fixa; não tente analisá-lo.