Orações relativas, com e sem alladhi

A2 الاسْمُ المَوْصولُ وجُمْلَةُ الصِّلَة 39 / 70

Em resumo

O inglês liga uma oração a um nome com uma pequena palavra — «the man who works here», «the book that I read» — e o inglês até se permite omiti-la («the book I read»). O árabe toma duas decisões em vez de uma. Primeiro, o nome que se está a descrever é definido ou indefinido? Um nome definido leva um اسْم مَوْصول, um pronome relativo escolhido pelo seu género e número: الرَّجُلُ الَّذي يَعْمَلُ هُنا. Um nome indefinido não leva nada — a oração é simplesmente pendurada no nome, tal como um adjetivo: رَأَيْتُ رَجُلًا يَعْمَلُ هُنا. Escrever الَّذي depois de um nome indefinido é o único erro que esta lição existe para evitar.

A segunda metade é o pronome que o inglês descarta e o árabe nunca: العائِد, «o que retoma». A oração depois do مَوْصول tem de estar completa, com um pronome lá dentro que remeta para o nome. «The book I read» é الكِتابُ الَّذي قَرَأْتُهُ — literalmente «o livro que eu li-o». E, como uma preposição árabe nunca pode ficar solta no fim, à maneira do inglês em «the house I live in», a preposição entra também na oração, com um pronome preso a ela: البَيْتُ الَّذي أَسْكُنُ فيهِ.

Regra

1. As formas, e a que se declina. Há seis formas, que concordam com o nome-núcleo em género e número:

  • singular: الَّذي (m.) / الَّتي (f.)
  • dual: اللَّذانِ ~ اللَّذَيْنِ (m.) / اللَّتانِ ~ اللَّتَيْنِ (f.)
  • plural: الَّذينَ (m.) / اللّاتي، اللَّواتي (f.)

Todas elas, exceto o dual, são مَبْنِيّ — invariáveis. الَّذي é الَّذي quer a expressão seja sujeito, complemento ou venha depois de uma preposição; nunca se lhe põe uma vogal de caso. Só o dual se declina, com as terminações duais normais da lição 12: اللَّذانِ quando o nome-núcleo está em مَرْفوع, اللَّذَيْنِ quando está em مَنْصوب ou em مَجْرور (جاءَ الطّالِبانِ اللَّذانِ نَجَحا, mas سَأَلْتُ الطّالِبَيْنِ اللَّذَيْنِ نَجَحا). Porque é que o dual se comporta assim, e o que significa «مَبْنِيّ» por extenso, é a lição 40.

2. Repare na ortografia do ل. As formas escritas não são tão regulares quanto soam. الَّذي، الَّتي e الَّذينَ escrevem-se com um só ل com xadda; os duais اللَّذانِ، اللَّتانِ e os plurais femininos اللّاتي، اللَّواتي escrevem-se com dois. É uma singularidade ortográfica fixa, não uma regra que se possa deduzir, e *اللَّذي ou *الَّذانِ é um erro de ortografia, mesmo que a pronúncia não mude em nada. Copie à mão, uma vez, a tabela da secção seguinte, e fica.

3. A regra que sustenta a lição: nome-núcleo definido, مَوْصول; nome-núcleo indefinido, nada. É o mesmo reflexo de concordância que já tem da lição 8. Um adjetivo copia a definitude do seu nome (بَيْتٌ كَبيرٌ / البَيْتُ الكَبيرُ), e uma oração relativa também é um qualificador. O مَوْصول é uma palavra definida — começa por الـ — por isso o nome a que se liga também tem de ser definido:

  • nome-núcleo definido: رَأَيْتُ الرَّجُلَ الَّذي يَعْمَلُ هُنا. — «Vi o homem que trabalha aqui.»
  • nome-núcleo indefinido: رَأَيْتُ رَجُلًا يَعْمَلُ هُنا. — «Vi um homem que trabalha aqui.»

Na segunda frase não há pronome relativo nenhum, e não falta nenhum: a oração يَعْمَلُ هُنا é uma صِفَة, uma oração descritiva, e faz o mesmo trabalho que كَبيرًا faria em رَأَيْتُ رَجُلًا كَبيرًا. Quem aprende inglês acha isto difícil porque o inglês precisa de «who» nas duas frases. O árabe não precisa dele em nenhuma — precisa é de uma concordância.

O erro emblemático é, portanto, *رَأَيْتُ رَجُلًا الَّذي يَعْمَلُ هُنا: um nome indefinido seguido de um qualificador definido, tão errado quanto *بَيْتٌ الكَبيرُ.

Vale a pena decorar a fórmula tradicional tal como é: الجُمَلُ بَعْدَ النَّكِراتِ صِفاتٌ، وبَعْدَ المَعارِفِ أَحْوالٌ — «as orações depois de indefinidos são descrições, depois de definidos são circunstanciais». A segunda metade explica o que acontece se se tirar o مَوْصول depois de um nome definido: رَأَيْتُ الرَّجُلَ يَعْمَلُ هُنا não está errado, mas já não significa «o homem que trabalha aqui». Significa «vi o homem enquanto ele trabalhava aqui» — um حال, lição 55. É o مَوْصول que mantém a oração ligada ao nome, e não ao acontecimento.

4. «Definido» é mais do que الـ. Conta tudo o que for definido, por isso o مَوْصول é obrigatório depois de um nome tornado definido por um sufixo possessivo (lição 7), por uma إِضافَة (lição 20), ou por ser um nome próprio:

  • كِتابي الَّذي قَرَأْتُهُ فِي الصَّيْفِ — «o meu livro que li no verão»
  • سَيّارَةُ أَخي الَّتي اِشْتَراها أَمْسِ — «o carro do meu irmão, que ele comprou ontem»
  • القاهِرَةُ الَّتي زُرْتُها — «a Cairo que visitei»

5. A concordância, e o plural não humano. O مَوْصول copia o género e o número do nome-núcleo, com uma exceção que deixa de o ser assim que se lembra da lição 11: um plural de coisas não humanas conta como feminino singular, por isso leva الَّتي, nunca الَّذينَ:

  • الكُتُبُ الَّتي اِشْتَرَيْتُها — «os livros que comprei»
  • المُدُنُ الَّتي زُرْناها — «as cidades que visitámos»
  • mas المُوَظَّفونَ الَّذينَ يَعْمَلونَ هُنا — «os funcionários que trabalham aqui»

الَّذينَ é para homens e para grupos mistos; اللّاتي e اللَّواتي são para grupos de mulheres. Os dois plurais femininos são correntes no árabe literário e são intermutáveis; escolha اللّاتي e mantenha-se fiel a ele.

6. العائِد — a oração tem de remeter para trás. Depois do مَوْصول vem جُمْلَةُ الصِّلَة, e tem de ser uma oração completa que contenha um pronome que remeta para o nome-núcleo. Que pronome é esse depende da função que o nome-núcleo desempenha dentro dessa oração:

  • o nome-núcleo é o sujeito — o pronome já está dentro do verbo, por isso não se escreve nada: الرَّجُلُ الَّذي يَعْمَلُ هُنا. O ي de يَعْمَلُ é a referência.
  • o nome-núcleo é o complemento direto — prenda ao verbo o pronome complemento da lição 29: الكِتابُ الَّذي قَرَأْتُهُ، المَقالَةُ الَّتي كَتَبْتُها.
  • o nome-núcleo vem depois de uma preposição — preposição mais pronome: البَيْتُ الَّذي أَسْكُنُ فيهِ، الرَّجُلُ الَّذي تَكَلَّمْتُ مَعَهُ، المُشْكِلَةُ الَّتي تَحَدَّثْنا عَنْها.
  • o nome-núcleo é o possuidor — o pronome fica preso ao nome que ele possui: الطّالِبَةُ الَّتي أَبوها طَبيبٌ، الرَّجُلُ الَّذي بَيْتُهُ كَبيرٌ. É assim que o árabe diz «cujo».

Só o primeiro caso parece vazio aos olhos de quem vem do inglês, e não é: um verbo árabe já traz o seu sujeito. Em todos os outros casos, o árabe escrito moderno mantém o pronome; se se omitir, a frase soa inacabada. *الكِتابُ الَّذي قَرَأْتُ interrompe-se a meio: «o livro que eu li…».

7. Uma preposição nunca fica solta. O inglês termina sem problemas uma oração relativa com uma preposição solta — «the house I live in», «the man I spoke to», «the problem we talked about». O árabe não tem essa posição. A preposição fica junto do seu complemento, e o complemento é aqui o pronome عائِد, por isso os dois escrevem-se como uma só palavra:

Cauda em inglêsÁrabe
… I live in… أَسْكُنُ فيهِ
… I spoke with… تَكَلَّمْتُ مَعَهُ
… we talked about… تَحَدَّثْنا عَنْها
… I work for… أَعْمَلُ لَها

*الرَّجُلُ الَّذي تَكَلَّمْتُ مَعَ é o erro clássico de transferência do inglês e não é sequer uma frase — مَعَ sem uma palavra a seguir é meia palavra.

8. Os nomes-núcleo indefinidos também precisam do عائِد. Tirar o مَوْصول não significa tirar o pronome. A oração continua a ter de estar completa:

  • قَرَأْتُ مَقالًا كَتَبَهُ صَحَفِيٌّ مِصْرِيٌّ. — «Li um artigo escrito por um jornalista egípcio.»
  • أَسْكُنُ في بَيْتٍ نافِذَتُهُ كَبيرَةٌ. — «Vivo numa casa cuja janela é grande.»

Portanto, as duas regras são independentes: o مَوْصول acompanha a definitude, o عائِد acompanha a função que o nome-núcleo desempenha dentro da sua própria oração.

9. O que pode ser a صِلَة. Normalmente uma frase verbal, mas uma frase nominal e um mero grupo preposicional funcionam igualmente bem:

  • verbal: الطّالِبُ الَّذي نَجَحَ فِي الاِمْتِحانِ
  • nominal: الطّالِبُ الَّذي أَبوهُ مُهَنْدِسٌ
  • preposicional: الطّالِبُ الَّذي فِي الغُرْفَةِ

O que nunca pode ser é um fragmento com um buraco. Se, depois de ler a oração, ainda se puder perguntar «qual deles?», falta alguma coisa.

10. Para mais tarde. O مَوْصول também pode aparecer sem nenhum nome-núcleo à frente — «aquele que», «o que» — usando مَنْ e ما (مَنْ يَدْرُسُ يَنْجَحُ). Esses relativos livres, e as formas fundidas مِمَّنْ، عَمّا، مِمّا, são a lição 68. As terminações do dual e o significado de مَبْنِيّ pertencem à lição 40. E a leitura حال de uma oração depois de um nome definido — a segunda metade da fórmula da regra 3 — é a lição 55.

Formas e estruturas

الأَسْماءُ المَوْصولَة — o conjunto completo. Leia as duas linhas do dual como um único item que muda de forma; tudo o resto é uma palavra fixa:

العَدَدمُذَكَّرمُؤَنَّثTradução
مُفْرَدالَّذيالَّتيque, quem, o qual
مُثَنّى (مَرْفوع)اللَّذانِاللَّتانِos dois que
مُثَنّى (مَنْصوب/مَجْرور)اللَّذَيْنِاللَّتَيْنِos dois que
جَمْعالَّذينَاللّاتي / اللَّواتيque (pl.)

Ficam de fora: os outros plurais femininos اللّائي — ainda correntes na escrita formal -, o muito mais raro اللّاءِ, que vai encontrar na leitura mas não precisa de escrever, e os relativos livres مَنْ e ما da lição 68.

Escrito com um ل ou com dois. Sem regra, só a lista:

Um لDois ل
الَّذياللَّذانِ / اللَّذَيْنِ
الَّتياللَّتانِ / اللَّتَيْنِ
الَّذينَاللّاتي / اللَّواتي

A decisão que dá início a toda a oração relativa:

O nome-núcleoA ligaçãoExemplo
مَعْرِفَة (الـ, um sufixo, uma إِضافَة, um nome próprio)اسْم مَوْصولالرَّجُلُ الَّذي يَعْمَلُ هُنا
نَكِرَةnada — a oração é uma صِفَةرَجُلٌ يَعْمَلُ هُنا

العائِد, pela função que o nome-núcleo desempenha dentro da oração:

الوَظيفَةO عائِدمِثالTradução
فاعِلdentro do verboالرَّجُلُ الَّذي يَعْمَلُ هُناo homem que trabalha aqui
مَفْعول بِهِـهُ / ـها no verboالكِتابُ الَّذي قَرَأْتُهُo livro que li
مَجْرور بِحَرْفحَرْف + ضَميرالبَيْتُ الَّذي أَسْكُنُ فيهِa casa em que vivo
مُضاف إِلَيْهِـهُ / ـها num nomeالطّالِبَةُ الَّتي أَبوها طَبيبٌa estudante cujo pai é médico
مُضاف إِلَيْهِ (والصِّلَة اسْمِيَّة)ـهُ / ـها no مُبْتَدَأالرَّجُلُ الَّذي بَيْتُهُ كَبيرٌo homem cuja casa é grande

Preposições com os seus pronomes عائِد — aprenda-as como caudas já feitas:

الحَرْف+ هُ+ ها+ هُمْ
فيفيهِفيهافيهِمْ
مَعَمَعَهُمَعَهامَعَهُمْ
عَنْعَنْهُعَنْهاعَنْهُمْ
عَلىعَلَيْهِعَلَيْهاعَلَيْهِمْ
إِلىإِلَيْهِإِلَيْهاإِلَيْهِمْ
مِنْمِنْهُمِنْهامِنْهُمْ
بِـبِهِبِهابِهِمْ
لِـلَهُلَهالَهُمْ

A mesma oração num nome-núcleo definido e indefinido — treine estes pares, em voz alta:

مَعْرِفَةنَكِرَة
الطّالِبُ الَّذي يَدْرُسُ العَرَبِيَّةَطالِبٌ يَدْرُسُ العَرَبِيَّةَ
الكِتابُ الَّذي قَرَأْتُهُكِتابٌ قَرَأْتُهُ
المَدينَةُ الَّتي زُرْناهامَدينَةٌ زُرْناها
المُوَظَّفونَ الَّذينَ يَعْمَلونَ هُنامُوَظَّفونَ يَعْمَلونَ هُنا

Exemplos

العربيةPortuguês
رَأَيْتُ الرَّجُلَ الَّذي يَعْمَلُ هُنا.Vi o homem que trabalha aqui.
رَأَيْتُ رَجُلًا يَعْمَلُ هُنا.Vi um homem que trabalha aqui.
الكِتابُ الَّذي قَرَأْتُهُ أَمْسِ مُفيدٌ جِدًّا.O livro que li ontem é muito útil.
هٰذا هُوَ البَيْتُ الَّذي أَسْكُنُ فيهِ.Esta é a casa em que vivo.
الرَّجُلُ الَّذي تَحَدَّثْتُ مَعَهُ مُديرُ الشَّرِكَةِ.O homem com quem falei é o gerente da empresa.
الطّالِبَةُ الَّتي أَبوها طَبيبٌ تَدْرُسُ الطِّبَّ.A estudante cujo pai é médico estuda medicina.
الكُتُبُ الَّتي اِشْتَرَيْتُها غالِيَةٌ.Os livros que comprei são caros.
المُهَنْدِسانِ اللَّذانِ وَصَلا أَمْسِ يَسْكُنانِ فِي الفُنْدُقِ.Os dois engenheiros que chegaram ontem estão hospedados no hotel.
سَأَلْتُ المُهَنْدِسَيْنِ اللَّذَيْنِ وَصَلا أَمْسِ.Perguntei aos dois engenheiros que chegaram ontem.
الطّالِباتُ اللّاتي نَجَحْنَ فِي الاِمْتِحانِ سَعيداتٌ.Os estudantes que passaram no exame estão contentes.
عِنْدي صَديقٌ يَعْمَلُ فِي البَنْكِ.Tenho um amigo que trabalha no banco.
قَرَأْتُ مَقالًا كَتَبَهُ صَحَفِيٌّ مِصْرِيٌّ.Li um artigo escrito por um jornalista egípcio.
المَدينَةُ الَّتي زُرْناها فِي الصَّيْفِ جَميلَةٌ.A cidade que visitámos no verão é bonita.
هٰذِهِ سَيّارَتي الَّتي اِشْتَرَيْتُها فِي العامِ الماضي.Este é o meu carro, que comprei no ano passado.

Erros frequentes

  • رَأَيْتُ رَجُلًا الَّذي يَعْمَلُ هُنا. -> رَأَيْتُ رَجُلًا يَعْمَلُ هُنا. — o erro emblemático. Um nome-núcleo indefinido não leva مَوْصول nenhum; a oração simplesmente segue-se, como um adjetivo.
  • الرَّجُلُ يَعْمَلُ هُنا صَديقي. (com o sentido de «o homem que trabalha aqui é meu amigo») -> الرَّجُلُ الَّذي يَعْمَلُ هُنا صَديقي. — o erro espelhado. Sem o الَّذي, um nome-núcleo definido seguido de uma oração lê-se como um حال, «o homem, enquanto trabalhava aqui…», e a frase desmorona-se.
  • الكِتابُ الَّذي قَرَأْتُ مُفيدٌ. -> الكِتابُ الَّذي قَرَأْتُهُ مُفيدٌ. — o عائِد é obrigatório. O inglês omite «it», o árabe moderno mantém-no: «o livro que li-o».
  • الرَّجُلُ الَّذي تَكَلَّمْتُ مَعَ. -> الرَّجُلُ الَّذي تَكَلَّمْتُ مَعَهُ. — uma preposição árabe não pode ficar solta. Fosse o que fosse que o inglês deixasse no fim, o árabe escreve-o com um pronome colado a ela.
  • البَيْتُ الَّذي أَسْكُنُ كَبيرٌ. -> البَيْتُ الَّذي أَسْكُنُ فيهِ كَبيرٌ. — aqui desapareceu a preposição inteira. سَكَنَ chega normalmente ao seu lugar através de في, e é nela que vai montado o عائِد.
  • الكُتُبُ الَّذينَ اِشْتَرَيْتُهُمْ. -> الكُتُبُ الَّتي اِشْتَرَيْتُها. — um plural não humano é feminino singular para todo o tipo de concordância (lição 11), por isso tanto o مَوْصول como o عائِد vão para a forma ـها.
  • الطّالِباتُ الَّذينَ نَجَحْنَ. -> الطّالِباتُ اللّاتي نَجَحْنَ. — الَّذينَ é masculino. Um grupo de mulheres leva اللّاتي (ou اللَّواتي).
  • الطّالِبانِ الَّذينَ نَجَحا. -> الطّالِبانِ اللَّذانِ نَجَحا. — o dual tem forma própria, e não é a do plural.
  • سَأَلْتُ الطّالِبَيْنِ اللَّذانِ نَجَحا. -> سَأَلْتُ الطّالِبَيْنِ اللَّذَيْنِ نَجَحا. — o dual é o único مَوْصول que se declina: اللَّذانِ vai com um nome-núcleo em مَرْفوع, اللَّذَيْنِ com um em مَنْصوب ou مَجْرور.
  • اللَّذي قَرَأْتُهُ -> الَّذي قَرَأْتُهُ — um deslize ortográfico que vale a pena nomear: o singular e الَّذينَ escrevem-se com um ل, os duais e اللّاتي com dois.
  • المَرْأَةُ الَّذي تَعيشُ فِي القاهِرَةِ. -> المَرْأَةُ الَّتي تَعيشُ فِي القاهِرَةِ. — o مَوْصول copia o género do nome-núcleo, exatamente como faria um adjetivo.

Dicas

  • Antes de escrever seja o que for, faça uma pergunta: o nome-núcleo leva الـ, um sufixo possessivo, ou é um nome próprio? Sim → مَوْصول. Não → nada. Essa única verificação elimina o erro mais comum.
  • Reaproveite o reflexo da lição 8. الَّذي é uma palavra definida, e a definitude tem de coincidir; uma oração depois de um nome é apenas um adjetivo mais comprido.
  • Depois faça a segunda pergunta: que função desempenha o nome-núcleo dentro da sua própria oração? Se não for o sujeito, a oração fica a dever-lhe um pronome.
  • Traduza «the man I spoke to» movendo a preposição solta para dentro da oração e dando-lhe um pronome — مَعَهُ، عَنْهُ، فيهِ، عَلَيْها. Colecione estas caudas como palavras inteiras.
  • Para tudo o que for não humano e plural, um único interruptor muda tudo: الَّتي mais ـها. Livros, cidades, carros, ideias — todos eles.
  • Diga cada frase nova a si mesmo em inglês literal («the book which I read it»). Se a versão literal não tiver esse pronome a mais, o árabe está provavelmente incompleto.
  • Copie as seis formas à mão uma vez, com as suas xaddas e o seu ل único ou duplo. A forma é a única parte que tem de ser decorada; o uso é uma regra de duas perguntas.
  • Ignore, por agora, مَنْ e ما. Toda a oração relativa que construir a este nível depende de um nome que está realmente escrito.