O complemento direto e os pronomes de complemento
A2 المَفْعولُ بِهِ وضَمائِرُ النَّصْبِ المُتَّصِلَة 29 / 70
Em resumo
A lição 19 construiu uma frase com duas peças: um verbo e o nome que faz a ação, ذَهَبَ الطُّلّابُ. Esta lição acrescenta a terceira peça, aquilo a que a ação é feita — المَفْعولُ بِهِ. Vem depois do agente, e leva a terminação do acusativo: قَرَأَ الطّالِبُ الكِتابَ, «o aluno leu o livro». O inglês mantém o sujeito e o complemento separados pela sua posição na frase. O árabe mantém-nos separados pelas suas terminações, e é por isso que um curso como este imprime todas as vogais: a ḍamma em الطّالِبُ e a fatha em الكِتابَ são toda a diferença entre quem leu e o que foi lido.
A segunda metade da lição é o que acontece quando o complemento é um pronome. O inglês diz «he saw me» com uma palavra separada; o árabe cola o pronome nas costas do verbo — شاهَدَني. As terminações são quase as mesmas que já aprendeu nos nomes, na lição 7, com um acréscimo que tem nome próprio e o seu próprio erro típico: نونُ الوِقايَة, o ن que um verbo põe entre si e o ـي de «eu». كِتابي é «o meu livro»; سَأَلَني é «ele perguntou-me». Nunca ao contrário.
Regra
1. Verbo, agente, complemento — por esta ordem. A frase verbal neutra tem agora três lugares: فِعْل + فاعِل + مَفْعول بِهِ. O agente mantém a sua ḍamma nominativa, e o complemento leva uma fatha:
- قَرَأَ الطّالِبُ الكِتابَ.
- فَتَحَتِ المُعَلِّمَةُ البابَ.
- شَرِبَ الوَلَدُ الحَليبَ.
Tudo o que aprendeu sobre concordância na lição 19 mantém-se: o verbo colocado antes do sujeito fica no singular e copia apenas o género (شَرِبَتِ البَناتُ الحَليبَ). O complemento não toca no verbo de forma alguma — não muda nem a forma nem a terminação do verbo.
Só um verbo que consegue alcançar um nome diretamente — um فِعْل مُتَعَدٍّ — leva um مَفْعول بِهِ. Verbos como ذَهَبَ e جَلَسَ não levam nenhum, e um terceiro grupo alcança o seu complemento através de uma preposição (بَحَثَ عَنْ، سَأَلَ عَنْ). Distinguir os três grupos é a lição 30; aqui, todos os verbos são do tipo que simplesmente rege o nome.
2. Definido ou indefinido, continua a ser um complemento. O acusativo e o grau de determinação são dois interruptores separados, e podem estar ambos ligados ao mesmo tempo:
- قَرَأَ الطّالِبُ الكِتابَ. — um complemento definido, uma fatha simples.
- قَرَأَ الطّالِبُ كِتابًا. — um complemento indefinido, tanwīn fatḥ (lição 4).
3. As terminações carregam os papéis, por isso a ordem das palavras pode mudar. Como a fatha marca o complemento onde quer que esteja, o árabe pode colocar o complemento antes do agente para dar ênfase — desde que as terminações mantenham os dois papéis separados: سَأَلَ المُعَلِّمُ الطّالِبَ é «o professor perguntou ao aluno», enquanto سَأَلَ المُعَلِّمَ الطّالِبُ — as mesmas três palavras, duas vogais trocadas — é «o aluno perguntou ao professor». Leia à espera disto; escreva na ordem simples. Quando as terminações não estão marcadas, um leitor árabe recorre ao contexto e à ordem por defeito, e é exatamente por isso que a ordem por defeito importa.
4. A marca do acusativo muda com a classe de número. É esta a parte que os alunos saltam e depois erram durante anos. A fatha só é a marca no singular e no plural quebrado. Os duais e os dois plurais sãos marcam o acusativo com uma letra ou com uma vogal diferente:
- مُفْرَد — fatha: الكِتابَ، كِتابًا
- جَمْع تَكْسير — fatha: الكُتُبَ، كُتُبًا
- مُثَنّى — a terminação ـَيْنِ: الكِتابَيْنِ، كِتابَيْنِ
- جَمْع مُذَكَّر سالِم — a terminação ـينَ, não uma fatha: المُعَلِّمينَ
- جَمْع مُؤَنَّث سالِم — uma kasra, não uma fatha: المُعَلِّماتِ، مُعَلِّماتٍ
Tome estes factos como estão por agora e treine-os; a teoria que os agrupa — العَلاماتُ الفَرْعِيَّة, «as marcas substitutas» — é a lição 40. Duas delas já compensam de imediato: para um plural masculino são e um plural feminino são, a forma de complemento e a forma depois de uma preposição são idênticas (رَأَيْتُ المُعَلِّمينَ / مَعَ المُعَلِّمينَ، رَأَيْتُ المُعَلِّماتِ / مَعَ المُعَلِّماتِ). Uma só forma cobre as duas funções, e só o nominativo se destaca.
5. O álif mudo e a leitura em pausa. Um complemento indefinido acrescenta o suporte de álif que já viu na lição 4: كِتابًا، دَرْسًا، مَقالًا — mas não numa palavra terminada em ة (رِسالَةً), nem numa palavra terminada em ـى (مَقْهًى), nem em ماءً. Esse álif tem um trabalho real. Os três tanwīns desaparecem numa pausa total, mas تَنْوينُ الفَتْحِ deixa algo atrás: lê-se como um ā longo. Pare depois de قَرَأْتُ كِتابًا e diz uma palavra que termina numa vogal longa, enquanto قَرَأْتُ الكِتابَ termina numa consoante nua, e رِسالَةً, lido em pausa, termina no som de h do ة. Esta é a única vogal de caso que sobrevive à الوَقْف — as terminações em letra ـَيْنِ e ـينَ da regra 4 também sobrevivem a uma pausa — por isso é a que realmente vai ouvir numa fala cuidada, mesmo em pausa.
6. Um pronome de complemento agarra-se ao verbo. Quando o complemento é «eu, tu, ele, ela, nós, eles», o árabe não põe uma palavra depois do verbo — pendura o pronome nas costas do verbo, escrito sem espaço:
- شاهَدَ المُديرَ → شاهَدَهُ
- سَأَلْتُ المُعَلِّمَةَ → سَأَلْتُها
- أُحِبُّ المَدينَةَ → أُحِبُّها
Os pronomes independentes da lição 6 não podem desempenhar esta função. أُحِبُّ هُوَ e شاهَدَ هُمْ não são árabe; هُوَ e هُمْ são os pronomes livres do nominativo e nunca servem de complemento de um verbo. (O árabe conserva uma palavra de suporte, إِيّا, para a posição rara em que um pronome de complemento não tem verbo em que se apoiar: إِيّاهُ، إِيّاكَ. Reconheça-a na leitura e deixe-a de lado na escrita, a este nível.)
7. نونُ الوِقايَة — o ن de proteção. Todas as terminações são as que já aprendeu nos nomes, exceto na primeira pessoa. Um nome leva um ـي nu; um verbo leva ـني, com um ن extra à frente:
- الاسْم: كِتابي، بَيْتي، سُؤالي، رَأْيي
- الفِعْل: سَأَلَني، شاهَدَني، فَهِمَني، يَعْرِفُني
A explicação dos gramáticos é exata e vale a pena guardá-la: o ـي de «eu» engole qualquer vogal em que caia (é por isso que كِتابُ + ي dá كِتابي, com a ḍamma perdida). A vogal final de um verbo faz parte da sua conjugação e não pode ser engolida, por isso um ن entra para levar o golpe — «protege» o verbo, daí الوِقايَة. O mesmo ن protetor já está nas suas preposições: مِنّي e عَنّي são مِنْ / عَنْ mais esse ن mais ـي, e certas partículas também o usam (إِنَّني, lição 44).
Duas consequências. Primeiro, ـني é para o complemento: سَمِعَني significa «ele ouviu-me», nunca «a minha audição». Segundo, o ن só aparece na primeira pessoa do singular — todos os outros pronomes agarram-se ao verbo exatamente como se agarram a um nome: شاهَدَكَ، شاهَدَها، شاهَدَهُمْ.
8. هُ ou هِ — a mesma harmonia dos nomes. As quatro terminações em ه mantêm a sua ḍamma depois de uma fatha, uma ḍamma, um sukūn ou um ā / ū longo, e passam a kasra depois de uma kasra ou de um yāʾ:
- شاهَدَهُ، شاهَدَتْهُ، شاهَدْتُهُ، شاهَدوهُ
- شاهَدْتِهِ «tu (fem.) viste-o» — a kasra de ـتِ puxa a terminação para baixo
É o mesmo reflexo que lhe dá بِهِ، فيهِ، عَلَيْهِ e كِتابِهِ na lição 7. Nos verbos, o gatilho da kasra é raro, por isso هُ é a sua opção por defeito.
9. Pequenas costuras do lado do verbo. Duas formas conjugadas remodelam-se ligeiramente quando chega um pronome:
- o plural ـوا perde o seu álif mudo: شاهَدوا → شاهَدوهُ، سَأَلوا → سَأَلوني
- a terminação ـتُمْ ganha um wāw: شاهَدْتُمْ → شاهَدْتُموهُ، سَأَلْتُمْ → سَأَلْتُموني
Mais nada muda. O verbo mantém as suas próprias vogais, e o pronome simplesmente segue-se.
10. Um pronome de complemento salta para a frente de um sujeito nome. Um pronome preso não pode ficar sozinho, por isso continua colado ao verbo mesmo quando o agente é um nome completo. O resultado é este:
- سَأَلَني المُديرُ عَنِ العَمَلِ. — «o gerente perguntou-me sobre o trabalho»
- شاهَدَهُمُ الجارُ فِي الحَديقَةِ. — «o vizinho viu-os no jardim»
A ordem é verbo + pronome de complemento + nome sujeito. Não é uma construção especial; é o único lugar para onde o pronome pode ir.
11. Deixado para mais tarde. A fatha aparece em várias outras funções, cada uma com a sua própria lição: o predicado de كانَ (كانَ الطّالِبُ مَريضًا) é a lição 32; os advérbios de tempo e lugar são a lição 31; o acusativo cognato المَفْعولُ المُطْلَق é a lição 60. Uma frase cujo agente não é sequer mencionado — «o livro foi lido» — promove o complemento a نائِبُ الفاعِل e é a lição 52. Os nomes que recusam o tanwīn e levam uma fatha simples em vez de uma kasra (المَمْنوعُ مِنَ الصَّرْف) são a lição 41. Uma pequena família merece ser assinalada já, por ser muito comum: أَبٌ e أَخٌ esticam a sua vogal de caso numa letra assim que se lhes junta algo, por isso as formas de complemento são رَأَيْتُ أَباهُ، سَأَلْتُ أَخاكَ.
Formas e estruturas
A marca do acusativo ao longo das classes de número, num só conjunto de nomes. Leia as duas colunas da direita uma contra a outra — o nominativo é a forma que o seu dicionário e a lição 19 lhe deram:
| الصِّنْف | مَرْفوع (فاعِل) | مَنْصوب (مَفْعول بِهِ) | العَلامَة |
|---|---|---|---|
| مُفْرَد مُعَرَّف | الكِتابُ | الكِتابَ | فَتْحَة |
| مُفْرَد نَكِرَة | كِتابٌ | كِتابًا | تَنْوينُ فَتْح |
| مُثَنّى | الكِتابانِ | الكِتابَيْنِ | ـَيْنِ |
| جَمْع تَكْسير | الكُتُبُ | الكُتُبَ | فَتْحَة |
| جَمْع مُذَكَّر سالِم | المُعَلِّمونَ | المُعَلِّمينَ | ـينَ |
| جَمْع مُؤَنَّث سالِم | المُعَلِّماتُ | المُعَلِّماتِ | كَسْرَة |
| جَمْع مُؤَنَّث سالِم نَكِرَة | مُعَلِّماتٌ | مُعَلِّماتٍ | كَسْرَتانِ |
O paradigma completo dos pronomes de complemento, no verbo são شاهَدَ «ele assistiu, ele viu»:
| الضَّمير | اللّاحِقَة | الفِعْل | Tradução |
|---|---|---|---|
| أَنا | ـني | شاهَدَني | ele viu-me |
| أَنْتَ | ـكَ | شاهَدَكَ | ele viu-te (masc.) |
| أَنْتِ | ـكِ | شاهَدَكِ | ele viu-te (fem.) |
| أَنْتُما | ـكُما | شاهَدَكُما | ele viu-vos (a vocês os dois) |
| أَنْتُمْ | ـكُمْ | شاهَدَكُمْ | ele viu-vos (masc. pl.) |
| أَنْتُنَّ | ـكُنَّ | شاهَدَكُنَّ | ele viu-vos (fem. pl.) |
| هُوَ | ـهُ | شاهَدَهُ | ele viu-o |
| هِيَ | ـها | شاهَدَها | ele viu-a |
| هُما | ـهُما | شاهَدَهُما | ele viu-os (a esses dois) |
| هُمْ | ـهُمْ | شاهَدَهُمْ | ele viu-os (masc.) |
| هُنَّ | ـهُنَّ | شاهَدَهُنَّ | ele viu-as (fem.) |
| نَحْنُ | ـنا | شاهَدَنا | ele viu-nos |
نونُ الوِقايَة num relance. Mesma raiz, mesmas três letras, dois hospedeiros diferentes:
| الجَذْر | اسْم + ـي | Tradução | فِعْل + ـني | Tradução |
|---|---|---|---|---|
| س-أ-ل | سُؤالي | a minha pergunta | سَأَلَني | ele perguntou-me |
| ع-ل-م | مُعَلِّمي | o meu professor | عَلَّمَني | ele ensinou-me |
| ر-أ-ي | رَأْيي | a minha opinião | رَآني | ele viu-me |
| ز-و-ر | زِيارَتي | a minha visita | زارَني | ele visitou-me |
| ف-ه-م | فَهْمي | a minha compreensão | فَهِمَني | ele compreendeu-me |
Os mesmos dois pronomes ao longo da conjugação, para ver onde estão as costuras. Só as duas últimas linhas mudam alguma coisa:
| الفِعْل | + هُ | + ني |
|---|---|---|
| شاهَدَ | شاهَدَهُ | شاهَدَني |
| شاهَدَتْ | شاهَدَتْهُ | شاهَدَتْني |
| شاهَدْتَ | شاهَدْتَهُ | شاهَدْتَني |
| شاهَدْتِ | شاهَدْتِهِ | شاهَدْتِني |
| شاهَدْتُ | شاهَدْتُهُ | - |
| يُشاهِدُ | يُشاهِدُهُ | يُشاهِدُني |
| تُشاهِدُ | تُشاهِدُهُ | تُشاهِدُني |
| نُشاهِدُ | نُشاهِدُهُ | - |
| شاهَدوا | شاهَدوهُ | شاهَدوني |
| شاهَدْتُمْ | شاهَدْتُموهُ | شاهَدْتُموني |
Ficam de fora destas tabelas: o imperativo e o jussivo com um pronome preso (lições 35 e 36), e o que os verbos ocos e de final fraco fazem na costura (lições 50 e 51).
Exemplos
| العربية | Português |
|---|---|
| قَرَأَ الطّالِبُ الكِتابَ فِي المَكْتَبَةِ. | O aluno leu o livro na biblioteca. |
| كَتَبَ الصَّحَفِيُّ مَقالًا طَويلًا عَنِ المَدينَةِ. | O jornalista escreveu um artigo longo sobre a cidade. |
| فَتَحَتِ المُعَلِّمَةُ البابَ ودَخَلَتْ. | O professor abriu a porta e entrou. |
| اِشْتَرَيْتُ الكِتابَيْنِ مِنَ السّوقِ. | Comprei os dois livros no mercado. |
| هَلْ تَعْرِفُ المُعَلِّمينَ الجُدُدَ؟ | Conhece os novos professores? |
| زارَ الطُّلّابُ المُعَلِّماتِ فِي المَدْرَسَةِ. | Os alunos visitaram as professoras na escola. |
| شاهَدْنا الأَفْلامَ الجَديدَةَ فِي السّينَما. | Vimos os novos filmes no cinema. |
| سَأَلَني المُديرُ عَنِ العَمَلِ. | O gerente perguntou-me sobre o trabalho. |
| شاهَدَهُمُ الجارُ فِي الحَديقَةِ. | O vizinho viu-os no jardim. |
| هٰذِهِ المَدينَةُ جَميلَةٌ وأُحِبُّها كَثيرًا. | Esta cidade é bonita e amo-a muito. |
| كِتابي عَلَى الطّاوِلَةِ، والمُعَلِّمُ سَأَلَني عَنْهُ. | O meu livro está em cima da mesa, e o professor perguntou-me sobre ele. |
| هَلْ شاهَدْتِهِ فِي الجامِعَةِ؟ | Viste-o na universidade? |
| الأَوْلادُ شاهَدوهُ فِي المَلْعَبِ. | Os rapazes viram-no no campo de jogos. |
| زارَنا أَصْدِقاؤُنا فِي البَيْتِ. | Os nossos amigos visitaram-nos em casa. |
Erros frequentes
- أَعْرِفُ المُعَلِّمونَ. -> أَعْرِفُ المُعَلِّمينَ. — um plural masculino são marca o acusativo com ـينَ. المُعَلِّمونَ é a forma de sujeito e não pode ser complemento.
- رَأَيْتُ المُعَلِّماتَ. -> رَأَيْتُ المُعَلِّماتِ. — um plural feminino são leva uma kasra como acusativo. A fatha que esperaria aqui simplesmente não existe para esta classe.
- سَأَلي المُديرُ. -> سَأَلَني المُديرُ. — um verbo precisa de نونُ الوِقايَة antes de ـي. Sem o ن, a palavra parece um nome com um possessivo.
- كِتابْني عَلَى الطّاوِلَةِ. -> كِتابي عَلَى الطّاوِلَةِ. — o mesmo erro ao contrário. Os nomes levam o ـي nu; o ن protetor pertence só aos verbos.
- كَتَبَ الوَلَدُ الرِّسالَةُ. -> كَتَبَ الوَلَدُ الرِّسالَةَ. — duas ḍammas significam dois agentes. O segundo nome é o que foi escrito, por isso leva a fatha.
- قَرَأْتُ الكِتابانِ. -> قَرَأْتُ الكِتابَيْنِ. — o acusativo do dual é ـَيْنِ. ـانِ é o nominativo, a forma do agente — e o agente normalmente vem depois do verbo, por isso só a posição não lhe diz qual é qual.
- قَرَأَ الطّالِبُ كِتابَ. -> قَرَأَ الطّالِبُ كِتابًا. — um complemento indefinido mantém o seu tanwīn, e o tanwīn fatḥ precisa do seu suporte de álif mudo.
- أُحِبُّ هُوَ. -> أُحِبُّهُ. — um pronome de complemento nunca é uma palavra livre. هُوَ é um pronome de sujeito; o complemento é a terminação ـهُ colada ao verbo.
- شاهَدْتُ هُمْ فِي السّوقِ. -> شاهَدْتُهُمْ فِي السّوقِ. — a mesma regra, no plural. Escreva o verbo e o seu pronome como uma só palavra, sem espaço.
- هَلْ شاهَدْتِهُ؟ -> هَلْ شاهَدْتِهِ؟ — depois da kasra do feminino ـتِ, a terminação هُ harmoniza-se para هِ, exatamente como acontece em فيهِ e كِتابِهِ.
Dicas
- Repita os dois paradigmas lado a lado: كِتابي، كِتابُكَ، كِتابُهُ… contra شاهَدَني، شاهَدَكَ، شاهَدَهُ… Só o primeiro lugar difere, e essa única diferença é نونُ الوِقايَة.
- Um truque de memória para o ن: o ـي de «eu» morde a vogal que tem à frente, por isso o verbo põe um capacete. Os nomes estão dispostos a perder a sua terminação; os verbos não.
- Teste qualquer nome depois de um verbo substituindo-o por um simples «-o/-a» em português, sem preposição a meio. Se resultar, o nome árabe é مَنْصوب e precisa do acusativo.
- Aprenda os dois plurais sãos como um único facto — «tudo o que não é sujeito tem o mesmo aspeto»: المُعَلِّمينَ e المُعَلِّماتِ servem tanto de complemento como de complemento de uma preposição.
- Não confie que uma fatha seja toda a história. Antes de escrever um complemento, pergunte a que classe o nome pertence: o singular e o plural quebrado levam a fatha, os outros três não.
- Pratique em voz alta a leitura em pausa de كِتابًا. Parar num ā longo é muitas vezes a única vogal de caso que vai ouvir no fim de uma frase, e é uma forma rápida de soar correto.
- Frases com a ordem alterada, como سَأَلَ المُعَلِّمَ الطّالِبُ, servem para ler, ainda não para escrever. Continue a produzir فِعْل + فاعِل + مَفْعول até as terminações se tornarem automáticas.
- Ignore por agora todos os outros usos da fatha — depois de كانَ, nos advérbios, no complemento cognato. Chegam com as suas próprias lições, e cada um tem o seu próprio gatilho.