Ler árabe antigo e muito formal

C1 مُسْتَوَياتُ الفُصْحى 70 / 70

Em resumo

Tudo o que este curso tratou até aqui foi escrito para ser produzido: aprenda a regra, use-a. Esta última lição é o oposto. É uma lição de leitura. O árabe tem uma só gramática espalhada por catorze séculos, e o topo dessa gama — o Alcorão, a biblioteca clássica, o preâmbulo de uma constituição, um sermão, o parágrafo que um cronista cita para reforçar um argumento — usa um punhado de recursos que a prosa moderna foi silenciosamente aposentando. Não são difíceis, só pouco familiares, e cada um é uma pequena marca visual: ou se reconhece, ou se tropeça nela.

O objetivo é estreito e honesto: reconheça, não produza. Depois disto deve conseguir abrir uma página mais antiga, ver um لَـ à frente de um predicado, um نّ geminado no fim de um verbo, um بـ onde não devia estar nenhuma preposição, ou um nome com a forma أَبا, e saber de imediato o que cada um está a fazer — sem nunca querer pôr nenhum deles num e-mail. O que separa as camadas é a frequência, não a gramática: tudo isto continua a ser árabe literário formalmente correto, e a escrita mais antiga limita-se a usar todo o inventário de uma vez, sem marcas vocálicas. O único item abaixo de que precisa ativamente é بَلى.

Regra

1. إِنَّ mais o lām deslizante — اللّامُ المُزَحْلَقَة. إِنَّ apareceu na lição 44 como um simples reforço enfático. No árabe elevado, costuma vir com um parceiro: um لَـ com fatha, estacionado no predicado.

  • إِنَّ الأَمْرَ لَخَطيرٌ. — o assunto é verdadeiramente sério.
  • إِنَّ الإِنْسانَ لَفي خُسْرٍ. (العصر 2)

Os gramáticos chamam-lhe المُزَحْلَقَة, «o lām deslizado»: pertence à cabeça da frase, onde já está إِنَّ, por isso desliza para a frente, para o خَبَر. Não muda caso nenhum em lado nenhum e traz sempre fatha — uma kasra nesse lugar é a preposição لِـ, e é outra coisa completamente diferente. Quando o خَبَر é antecipado (lição 17), o lām pousa em vez disso no اسْم adiado: إِنَّ في البَيْتِ لَرَجُلًا.

2. نونُ التَّوْكيد — o nūn enfático. Um نّ soldado ao fim de um verbo, que transforma «eu vou fazê-lo» em «hei de fazê-lo, sem dúvida nenhuma». Só se prende ao مُضارِع e ao أَمْر, nunca ao passado, numa forma pesada (لَأَفْعَلَنَّ، اِذْهَبَنَّ) e numa rara forma leve com um simples sukūn (اِذْهَبَنْ). O verbo deixa então de flexionar em modo: fica مَبْنِيٌّ عَلى الفَتْح, por isso o ـُ do مَرْفوع (lição 40) desaparece sob uma fatha. Com sujeitos no plural e no feminino, as terminações colidem e simplificam-se — يَكْتُبونَ passa a لَيَكْتُبُنَّ e تَكْتُبينَ passa a لَتَكْتُبِنَّ — e a ḍamma ou a kasra que sobrevive é o único vestígio da letra perdida. Fora de uma citação, de um sermão ou de um verso de poesia não vai encontrar isto, e nunca o deve escrever.

3. القَسَم — o juramento, e a resposta que ele obriga. Um juramento tem três partes: uma partícula, aquilo por que se jura (sempre مَجْرور), e جَوابُ القَسَم, a oração que o juramento garante. As partículas são وَ (وَاللهِ), بِ (بِاللهِ — a única que permite um verbo explícito, أُقْسِمُ بِاللهِ) e تَ (تَاللهِ). O que torna a construção reconhecível é que a resposta não é livre: a sua forma é ditada pelo juramento, e a tabela abaixo lista os cinco padrões todos. وَتَاللهِ لَأَكيدَنَّ أَصْنامَكُمْ (الأنبياء 57) é o sistema inteiro em quatro palavras — partícula, genitivo, lām, nūn enfático. Resíduo moderno: وَاللهِ sobrevive na fala, e o juramento de posse mantém a moldura, أُقْسِمُ بِاللهِ العَظيمِ أَنْ أَحْتَرِمَ الدُّسْتورَ.

4. ما الحِجازِيَّة, e o بـ redundante. Na lição 68, ما nega um verbo no passado. O árabe mais antigo também o deixa negar uma frase nominal, funcionando exatamente como لَيْسَ: o اسْم fica مَرْفوع e o خَبَر vai para مَنْصوب — ما هٰذا بَشَرًا (يوسف 31). Este é o tratamento hejazi; o rival, o tamimi, deixa ما inerte, com as duas partes no nominativo, ما هٰذا بَشَرٌ. Muitas vezes o خَبَر traz, em vez disso, um باءٌ زائِدَة, um بـ redundante que não traduz nada e põe a palavra no genitivo pela forma, embora continue acusativa pela função: ما هٰذا بِبَشَرٍ، ما أَنا بِنادِمٍ. Esse mesmo بـ redundante está vivo depois de لَيْسَ na prosa formal moderna — لَيْسَ الأَمْرُ بِسَهْلٍ — e é aí que se agarra a ele.

5. يا أَيُّها النّاسُ — e porque é que النّاسُ está no nominativo. A lição 36 deu a regra: يا não pode encontrar-se com الـ, por isso أَيُّها serve de amortecedor. No árabe elevado, esta é a forma de tratamento normal, e esconde uma armadilha de caso. أَيُّ é o verdadeiro مُنادى, مَبْنِيٌّ عَلى الضَّمّ; ها é uma partícula de atenção; e o nome a seguir é um نَعْتٌ مَرْفوع que concorda com essa ḍamma — não o acusativo que um vocativo poderia sugerir: يا أَيُّها النّاسُ / يا أَيُّها الَّذينَ آمَنوا (البقرة 183) / أَيَّتُها السَّيِّداتُ والسّادَةُ. Totalmente corrente — todo o discurso e toda a carta formal começa assim, normalmente com يا omitido.

6. Os conetores arcaicos. Seis que vale a pena conhecer, entre plenamente vivos e puramente literários. A regência é que importa; os significados são fáceis, e a tabela abaixo põe-nos lado a lado.

  • بَيْدَ أَنَّ — «no entanto». Preso a أَنَّ, por isso vem sempre a seguir um nome no acusativo (lição 44). O conetor de contraste mais formal da lição 66, e ainda inteiramente utilizável hoje.
  • إِذْ — um «quando» de tempo passado (ذَكَرَ ذٰلِكَ إِذْ كُنّا صِغارًا) e um «visto que, pois» causal, favorito da imprensa: تَأَخَّرَ التَّقْريرُ، إِذْ لَمْ تَصِلِ البَياناتُ.
  • لَعَلَّ («talvez») e لَيْتَ («quem dera») — duas irmãs de إِنَّ, por isso nome no acusativo, predicado no nominativo. لَعَلَّ está viva na prosa cuidada; لَيْتَ, que deseja o que está fora de alcance, é só literária.
  • لا سِيَّما — «sobretudo», normalmente com um وَ antes. O nome a seguir está normalmente مَجْرور, como segundo termo de uma إِضافَة; uma leitura no nominativo também é correta classicamente.
  • ناهيكَ عَنْ — «quanto mais», mais um genitivo. Um particípio congelado com um pronome congelado.

7. الأَسْماءُ الخَمْسَة — uma palavra com três vogais longas ao mesmo tempo. A lição 40 arquivou estes casos como uma curiosidade do sistema de casos; é aqui que compensam, porque mostram o caso como uma letra, que sobrevive mesmo em texto sem marcas vocálicas. São أَبٌ، أَخٌ، حَمٌ، فو، ذو, e só se comportam assim quando as quatro condições se verificam: singular, não diminutivo, مُضاف, e anexado a algo que não seja ياء المُتَكَلِّم.

جاءَ أَبو خالِدٍ - رَأَيْتُ أَبا خالِدٍ - سَلَّمْتُ عَلى أَبي خالِدٍ

É essa última condição que confunde quem aprende: anexe qualquer uma delas a «meu» e elas recaem na declinação normal, com terminações invisíveis, por isso أَبي، أَخي parecem idênticas nos três casos. ذو é a especial — significa صاحِب, «possuidor de», e leva um nome a seguir, nunca um pronome; o seu feminino ذاتُ / ذاتَ / ذاتِ declina-se com vogais normais, e o seu plural é ذَوو / ذَوي. Nada disto é peça de museu: é essencial em nomes e expressões fixas — أَبو ظَبْيٍ، ذو الحِجَّةِ، مِنْ ذَوي الخِبْرَةِ، ذَوو الاحْتِياجاتِ الخاصَّةِ، شَرِكَةٌ ذاتُ مَسْؤولِيَّةٍ مَحْدودَةٍ. Um topónimo ainda se declina numa escrita cuidada (زُرْنا أَبا ظَبْيٍ), embora a imprensa o congele muitas vezes como أَبو ظَبْي.

8. حينَئِذٍ e o tanwīn de compensação. Uma família fechada de advérbios de tempo, construídos a partir de um ظَرْف mais إِذْ, escritos como uma só palavra com a hamza sobre um assento de ya. A kasratān é تَنْوينُ العِوَض, tanwīn de compensação: substitui uma oração inteira que foi apagada, «no momento em que [aquilo aconteceu]». Por isso não é uma terminação de caso e nunca varia — حينَئِذٍ mantém-se حينَئِذٍ como sujeito, complemento, em qualquer posição. Os equivalentes modernos simples são عِنْدَها، حينَها، في ذٰلِكَ الوَقْتِ; as formas em ـئِذٍ são a versão do registo formal, e são comuns na letra impressa.

9. Marcas na página que não são letras. O álif punhal que encontrou com as marcas vocálicas, e outra vez com os demonstrativos — um ā longo impresso como um pequeno traço vertical em vez de um álif — é denso exatamente nestes textos: هٰذا، ذٰلِكَ، أُولٰئِكَ، لٰكِنْ، الرَّحْمٰن، إِلٰه، هٰكَذا. A composição tipográfica moderna deixa cair o traço; a vogal continua longa de qualquer maneira. Ao lado dele está a waṣla ٱ, um álif com um pequeno ص por cima, a marcar uma هَمْزَةُ الوَصْل elidida na leitura ligada — a letra impressa comum escreve um ا nu, um muṣḥaf escreve ٱلْحَمْدُ.

10. Ler um Alcorão impresso, e como o citar. Uma página de muṣḥaf é composta para a recitação, não para a prosa: sinais de waṣla, álifes punhais por todo o lado, marcas de recitação extra, uma ortografia mais antiga nalgumas palavras (الصَّلوٰةَ por الصَّلاةَ), e números de versículo em algarismos indo-arábicos dentro de uma roseta, ٢٥٥ ۝. Nada disso é gramática nem se transpõe para a escrita do árabe. Este curso imprime algarismos ocidentais, por isso uma citação é o nome da sura em árabe mais o número do versículo ocidental entre parênteses: (البقرة 255)، (العصر 2)، (يوسف 31).

11. Um reflexo vivo: بَلى, não نَعَمْ. A lição 15 já lhe deu isto, e também pertence aqui, porque é a distinção clássica que o árabe moderno não abandonou. Depois de uma pergunta negativa, نَعَمْ concorda com a negativa — significa «não, não sou». Só بَلى a contradiz: أَلَسْتَ طالِبًا؟ - بَلى، أَنا طالِبٌ.

12. Onde está o limite. Seguro no seu próprio árabe formal: بَيْدَ أَنَّ، إِذْ، لَعَلَّ، لا سِيَّما، عِنْدَئِذٍ، أَيُّها الحُضورُ, os cinco nomes, بَلى. Não seguro: نون التوكيد، القَسَم como recurso retórico, ما الحِجازِيَّة، لَيْتَ، o لَـ enfático. Uma reportagem que recorre a لَأَفْعَلَنَّ não soa erudita; soa a fantasia.

Formas e estruturas

As marcas, tal como aparecem na página:

العَلامَةما هِيَمِثال
اللّامُ المُزَحْلَقَةلَـ بِفَتْحَةٍ عَلى الخَبَرِ بَعْدَ إِنَّإِنَّ الأَمْرَ لَخَطيرٌ
نونُ التَّوْكيدِ الثَّقيلَةـَنَّ في آخِرِ المُضارِعِ أَوِ الأَمْرلَأَفْعَلَنَّ، اِذْهَبَنَّ
نونُ التَّوْكيدِ الخَفيفَةـَنْ ساكِنَةاِذْهَبَنْ
لامُ القَسَملَـ قَبْلَ جَوابِ القَسَموَاللهِ لَأَعودَنَّ
الباءُ الزّائِدَةبـ لا تُتَرْجَمُ في خَبَرِ ما أَوْ لَيْسَما هٰذا بِبَشَرٍ
تَنْوينُ العِوَضـٍ عِوَضًا عَنْ جُمْلَةٍ مَحْذوفَةحينَئِذٍ
الأَلِفُ الخَنْجَرِيَّةأَلِفٌ قَصيرَةٌ فَوْقَ الحَرْفهٰذا، الرَّحْمٰن
الوَصْلَةٱ في المُصْحَفِ المَطْبوعٱلْحَمْدُ

نونُ التَّوْكيد em كَتَبَ — a fatia que vai realmente encontrar. As formas do dual e do plural feminino (لَتَكْتُبانِّ، لَيَكْتُبْنانِّ) ficam de fora: são raríssimas, e o padrão decifra-as se alguma vez esbarrar numa delas.

الضَّميرالمُضارِعُ المَرْفوعمَعَ نونِ التَّوْكيد
أَناأَكْتُبُلَأَكْتُبَنَّ
نَحْنُنَكْتُبُلَنَكْتُبَنَّ
أَنْتَتَكْتُبُلَتَكْتُبَنَّ
أَنْتِتَكْتُبينَلَتَكْتُبِنَّ
أَنْتُمْتَكْتُبونَلَتَكْتُبُنَّ
هُوَيَكْتُبُلَيَكْتُبَنَّ
هُمْيَكْتُبونَلَيَكْتُبُنَّ
الأَمْراُكْتُبْاُكْتُبَنَّ

جَوابُ القَسَم — a resposta que o juramento obriga:

نَوْعُ الجَوابالأَداةمِثال
مُضارِعٌ مُثْبَتلَـ + نونُ التَّوْكيدوَاللهِ لَأَحْضُرَنَّ غَدًا
ماضٍ مُثْبَتلَقَدْوَاللهِ لَقَدْ صَدَقْتَ
مَنْفِيٌّ في الماضيماوَاللهِ ما قُلْتُ ذٰلِكَ
مَنْفِيٌّ في المُسْتَقْبَللاوَاللهِ لا أَعودُ
جُمْلَةٌ اسْمِيَّةإِنَّ … لَـوَاللهِ إِنَّ الأَمْرَ لَجِدٌّ

الأَسْماءُ الخَمْسَة nos três casos:

الاسْممَرْفوعمَنْصوبمَجْرورمِثالٌ ثابِت
أَبٌأَبوأَباأَبيأَبو ظَبْيٍ، أَبو بَكْرٍ
أَخٌأَخوأَخاأَخيأَخو الزَّوْجِ
حَمٌحَموحَماحَميحَمو العَروسِ
فوفوفافيraro; a palavra habitual é فَمٌ
ذوذوذاذيذو الحِجَّةِ، مِنْ ذَوي الخِبْرَةِ

O tanwīn de compensação — a família inteira, e é curta:

الكَلِمَةأَصْلُهاTradução
حينَئِذٍحينَ + إِذْnessa altura, então
عِنْدَئِذٍعِنْدَ + إِذْnesse ponto
وَقْتَئِذٍوَقْتَ + إِذْnessa altura
يَوْمَئِذٍيَوْمَ + إِذْnesse dia
ساعَتَئِذٍساعَةَ + إِذْnessa hora
آنَئِذٍآنَ + إِذْnesse momento

Os conetores arcaicos e o que regem:

الأَداةالمَعْنىما بَعْدَها
بَيْدَ أَنَّno entantoاسْمٌ مَنْصوب
إِذْquando / visto queجُمْلَة
لَعَلَّ / لَيْتَtalvez / quem deraاسْمٌ مَنْصوب
لا سِيَّماespecialmenteاسْمٌ مَجْرور (أَوْ مَرْفوع)
ناهيكَ عَنْquanto maisاسْمٌ مَجْرور

Exemplos

العربيةPortuguês
إِنَّ في ذٰلِكَ لَعِبْرَةً لِمَنْ يَقْرَأُ التّاريخَ.Há verdadeiramente uma lição nisso para quem lê história.
خَتَمَ الخَطيبُ كَلِمَتَهُ: وَاللهِ لَنَبْلُغَنَّ ما نُريدُ.O orador terminou o seu discurso: por Deus, havemos de chegar ao que queremos.
أَيُّها السّادَةُ، أَشْكُرُكُمْ عَلى حُضورِكُمْ.Senhoras e senhores, obrigado por comparecerem.
يُعَلِّقُ الكاتِبُ ساخِرًا: ما هٰذا بِالأَمْرِ الهَيِّنِ.O autor observa, com sarcasmo: isto não é assunto fácil.
النَّصُّ واضِحٌ، بَيْدَ أَنَّ تَفْسيرَهُ ما زالَ مَوْضِعَ خِلافٍ.O texto é claro, mas a sua interpretação continua a ser discutida.
تَأَخَّرَ التَّقْريرُ، إِذْ لَمْ تَصِلِ البَياناتُ.O relatório atrasou-se, visto que os dados não chegaram.
أَعْجَبَني المَعْرِضُ وَلا سِيَّما قِسْمِ المَخْطوطاتِ.Gostei da exposição, sobretudo da secção dos manuscritos.
الرِّحْلَةُ مُرْهِقَةٌ، ناهيكَ عَنْ تَكاليفِها.A viagem é exaustiva, quanto mais o seu custo.
زُرْنا أَبا ظَبْيٍ، ثُمَّ نَزَلْنا عِنْدَ أَبي خالِدٍ.Visitámos Abu Dhabi, e depois ficámos em casa de Abu Khalid.
نَبْحَثُ عَنْ مُرَشَّحينَ مِنْ ذَوي الخِبْرَةِ، ويَبْدَأُ العَمَلُ في ذي الحِجَّةِ.Procuramos candidatos com experiência, e o trabalho começa em Dhu al-Hijja.
صَدَرَ القانونُ سَنَةَ 1980، وكانَ عَدَدُ السُّكّانِ وَقْتَئِذٍ أَقَلَّ مِنْ مِلْيونٍ.A lei foi promulgada em 1980, e a população nessa altura era inferior a um milhão.
أَلَسْتَ مِنْ سُكّانِ المَدينَةِ؟ - بَلى، وُلِدْتُ فيها.Não é residente da cidade? — Sim, nasci aqui.

Erros frequentes

  • أَلَسْتَ طالِبًا؟ - نَعَمْ. -> أَلَسْتَ طالِبًا؟ - بَلى. — depois de uma pergunta negativa, نَعَمْ confirma a negativa, por isso acabou de concordar que não é estudante.
  • هاذا -> هٰذا — o ā longo aqui escreve-se com o álif punhal, ou sem nada, nunca com um álif completo. O mesmo para ذالك -> ذٰلِكَ e لاكن -> لٰكِنْ.
  • رَأَيْتُ أَبو خالِدٍ -> رَأَيْتُ أَبا خالِدٍ — أَبو، أَبا، أَبي são uma só palavra em três casos, não três palavras. Depois de رَأَيْتُ é مَفْعولٌ بِهِ, e a sua marca de acusativo é o ا longo.
  • إِنَّ الرَّجُلَ لِرَجُلٌ كَريمٌ -> إِنَّ الرَّجُلَ لَرَجُلٌ كَريمٌ — o lām enfático leva fatha. Com uma kasra é a preposição لِـ, que exigiria um genitivo.
  • ما هٰذا بِبَشَرًا -> ما هٰذا بِبَشَرٍ — uma vez presente o بـ redundante, a palavra a seguir toma a forma de genitivo, embora a sua função continue a ser a de um خَبَر acusativo. Escolha uma forma: ما هٰذا بَشَرًا ou ما هٰذا بِبَشَرٍ.
  • يا أَيُّها النّاسَ -> يا أَيُّها النّاسُ — o nome depois de أَيُّها é um نَعْت que concorda com a sua ḍamma. O acusativo do vocativo aplica-se a um مُنادى anexado (يا صاحِبَ البَيْتِ), não aqui.
  • حينَئِذًا -> حينَئِذٍ — uma só palavra, hamza sobre um assento de ya, e uma kasratān fixa que compensa uma oração apagada. Não é uma terminação de caso e nunca se torna ـًا.
  • وَلَأُرْسِلَنَّ النُّسْخَةَ غَدًا -> وَسَأُرْسِلُ النُّسْخَةَ غَدًا — gramática impecável, registo errado. نون التوكيد num e-mail soa a paródia; سَـ mais um simples مُضارِع é o que quer.

Dicas

  • Leia à procura de marcas, não de análise sintática. Quatro formas carregam a maior parte do peso: um lām-fatha antes de um predicado, um نّ geminado a fechar um verbo, um بـ onde não devia estar nenhuma preposição, e um longo و/ا/ي a terminar أَب، أَخ، ذو. Identifique-os e a frase resolve-se sozinha.
  • Mantenha duas colunas mentais: usar (بَيْدَ أَنَّ، إِذْ، لَعَلَّ، لا سِيَّما، عِنْدَئِذٍ، أَيُّها، بَلى) contra só reconhecer (نون التوكيد، القَسَم، ما الحِجازِيَّة، لَيْتَ، اللام المزحلقة). Cada item desta lição pertence exatamente a uma delas.
  • Treine os cinco nomes como trios falados — أَبو أَبا أَبي، أَخو أَخا أَخي، ذو ذا ذي — tal como treinou الطّالِبانِ الطّالِبَيْنِ na lição 40. São a única marca de caso que sobrevive em texto sem marcas vocálicas, por isso merecem mais atenção do que a sua frequência sugere.
  • Trate as palavras em ـئِذٍ como vocabulário, não como gramática: seis itens, uma terminação fixa, sem concordância, sem caso. Aprenda primeiro عِنْدَئِذٍ — é a que vai encontrar mais vezes.
  • بَلى é o único item ativo aqui. Ligue-o à pergunta, não à resposta: se a pergunta começou com أَلَـ، ما ou لَمْ, a resposta que a contradiz é بَلى.
  • Para praticar, leia uma coluna de uma edição bilingue ao lado da tradução e marque apenas as construções desta lição. Quinze minutos disso valem mais do que uma hora de tabelas, e é o passo seguinte natural agora que o curso terminou.