Adjetivos de nisba
A1 النِّسْبَة 21 / 70
Em resumo
O inglês forma as suas palavras de «pertence a esse lugar / feito daquilo» com uma diversidade de terminações — Egypt/Egyptian, Lebanon/Lebanese, Japan/Japanese, gold/golden, science/scientific — e é preciso saber, para cada palavra, qual delas calha usar. O árabe tem uma única terminação para tudo isto: ـِيٌّ, uma kasra seguida de um ya duplicado. Acrescente-a a um país, uma cidade, um povo, um material ou um nome abstrato e obtém um adjetivo que significa «pertencente a isso, proveniente disso, feito disso»: مِصْر → مِصْرِيٌّ، ذَهَبٌ → ذَهَبِيٌّ. A gramática árabe chama a esta terminação النِّسْبَة, «a atribuição».
Dois factos sustentam toda a lição. Primeiro, o ya é duplicado — a xadda faz parte da palavra, e a terminação de caso continua a assentar em cima dela: مِصْرِيٌّ، مِصْرِيًّا، مِصْرِيٍّ. Segundo, uma nisba é um adjetivo perfeitamente normal depois de construída, pelo que tudo o que foi visto na lição 8 se aplica sem alteração: ة para uma mulher (مِصْرِيَّةٌ), الـ quando o nome que descreve é definido, e o mesmo caso que o seu nome. Este único sufixo é o multiplicador de vocabulário mais rápido do árabe literário — uma grande parte dos adjetivos numa frase de jornal são nisbas.
Regra
1. Um sufixo, duas formas. O masculino é ـِيٌّ e o feminino é ـِيَّةٌ. A consoante antes do sufixo leva uma kasra, e o ya leva uma xadda:
- مِصْر → مِصْرِيٌّ (um egípcio, egípcio) — مِصْرِيَّةٌ (uma egípcia)
- لُبْنان → لُبْنانِيٌّ - لُبْنانِيَّةٌ
2. A xadda é a palavra. ـِيّ não é uma vogal longa; é uma kasra seguida de dois ya. Pode ouvir-se: مِصْرِيٌّ tem uma consoante prolongada e duplicada que um simples ي final não tem. Na escrita comum sem marcas vocálicas (مصري) nada disso aparece, e é exatamente por isso que os principiantes deixam de a pronunciar — e uma nisba dita sem a duplicação soa mal a qualquer ouvido árabe. Escreva a xadda nesta lição e diga-a em voz alta até que a sua boca a memorize.
3. Continua a levar terminação de caso. A nisba declina-se como qualquer nome ou adjetivo tríptoto. A terminação vem depois da xadda, e o acusativo indefinido recebe o seu habitual suporte de álif:
- مَرْفوع: هُوَ مِصْرِيٌّ. / الطّالِبُ المِصْرِيُّ
- مَنْصوب: رَأَيْتُ طالِبًا مِصْرِيًّا. / رَأَيْتُ الطّالِبَ المِصْرِيَّ.
- مَجْرور: تَكَلَّمْتُ مَعَ طالِبٍ مِصْرِيٍّ. / مَعَ الطّالِبِ المِصْرِيِّ
4. Construção, base a base. Quatro situações cobrem quase tudo o que vai encontrar:
- Basta acrescentar. Uma base terminada em consoante recebe o sufixo diretamente: لُبْنان → لُبْنانِيٌّ، العِراق → عِراقِيٌّ، بَغْداد → بَغْدادِيٌّ.
- Elimine um ة final. A ta marbuta desaparece sempre primeiro: مَكَّة → مَكِّيٌّ، القاهِرَة → قاهِرِيٌّ، فِضَّة → فِضِّيٌّ.
- Elimine o ا final de um nome estrangeiro. Os nomes emprestados com ـا ou ـيا recuam até à última consoante real: فَرَنْسا → فَرَنْسِيٌّ، أَمْريكا → أَمْريكِيٌّ، سُورِيا → سُورِيٌّ، أَلْمانِيا → أَلْمانِيٌّ، إيطالِيا → إيطالِيٌّ.
- Elimine o الـ do nome de um país. Quando o nome tem artigo, o artigo não faz parte da nisba: اليابان → يابانِيٌّ، الصّين → صينِيٌّ، المَغْرِب → مَغْرِبِيٌّ، السّودان → سُودانِيٌّ، الكُوَيْت → كُوَيْتِيٌّ.
O artigo volta mais tarde, por outra razão — quando toda a expressão é definida: الطّالِبُ اليابانِيُّ, «o estudante japonês». Esse الـ é concordância com طالِب (lição 8), não um resto de اليابان.
5. Irregulares: uma pequena lista para decorar. Um punhado de bases muito comuns muda de forma, e várias delas ganham um و antes do sufixo. Há uma razão histórica (uma letra fraca final, ou um radical encurtado), mas nesta fase são simplesmente itens a aprender:
- مَدينَة → مَدَنِيٌّ (urbano, civil) — o próprio radical encolhe
- سَنَة → سَنَوِيٌّ (anual), لُغَة → لُغَوِيٌّ (linguístico), يَد → يَدَوِيٌّ (manual)
- أَخ → أَخَوِيٌّ (fraternal), أَب → أَبَوِيٌّ (paternal), سَماء → سَماوِيٌّ (celestial)
Quando não tiver a certeza, procure a nisba num dicionário em vez de a inventar. Um dicionário lista-a como entrada própria.
6. Materiais e cores. O mesmo sufixo aplicado a uma substância dá «feito disso», e muitas vezes também «da cor disso»:
خَشَبٌ → خَشَبِيٌّ (de madeira), زُجاجٌ → زُجاجِيٌّ (de vidro), قُطْنٌ → قُطْنِيٌّ (de algodão), ذَهَبٌ → ذَهَبِيٌّ (ouro, dourado), فِضَّةٌ → فِضِّيٌّ (prateado).
O árabe também mantém a construção mais antiga — بابٌ مِنْ خَشَبٍ, «uma porta de madeira» — e ambas estão em uso. O que não pode fazer é misturá-las: مِنْ leva o nome simples, nunca a nisba.
7. Muito além das nacionalidades. Qualquer nome com um campo de significado pode produzir uma, e o árabe literário recorre constantemente a isto: عِلْمٌ → عِلْمِيٌّ (científico), سِياسَةٌ → سِياسِيٌّ (político), اِقْتِصادٌ → اِقْتِصادِيٌّ (económico), تاريخٌ → تاريخِيٌّ (histórico), ثَقافَةٌ → ثَقافِيٌّ (cultural), طَبيعَةٌ → طَبيعِيٌّ (natural), قانونٌ → قانونِيٌّ (legal), رَسْمٌ → رَسْمِيٌّ (oficial).
Construa estas formas a partir do singular: قَوانينُ é o plural de قانونٌ, e o adjetivo é قانونِيٌّ, nunca algo construído sobre o plural. Um punhado de palavras fixas assenta mesmo num plural (أَخْلاقٌ → أَخْلاقِيٌّ, «ético»), mas isso é vocabulário, não uma licença para criar as suas.
8. Comporta-se como qualquer outro adjetivo. Não há nada de especial na concordância. A nisba acompanha o seu nome e copia género, número, determinação e caso:
- الطّالِبُ المِصْرِيُّ - المِصْرِيَّةُ é o que se escreve para uma mulher
- سِفارَةٌ أَلْمانِيَّةٌ — ambos indefinidos
- في الشَّرِكَةِ الفَرَنْسِيَّةِ — ambos definidos e مَجْرور
9. Também é um nome. مِصْرِيٌّ sozinho significa «um egípcio», tal como em inglês. E a nisba feminina, tornada definida, é como o árabe dá nome a uma língua: العَرَبِيَّةُ، الفَرَنْسِيَّةُ، اليابانِيَّةُ — abreviatura de اللُّغَةُ العَرَبِيَّةُ e assim por diante. As duas partes dessa expressão são femininas, e é por isso que *اللُّغَةُ العَرَبِيُّ é impossível.
10. Plurais. Para pessoas, os plurais sãos normais da lição 9 fazem o trabalho. O ya mantém a sua xadda e recebe a vogal que a terminação exige:
- masculino: مِصْرِيُّونَ (مَرْفوع) / مِصْرِيِّينَ (مَنْصوب e مَجْرور)
- feminino: مِصْرِيَّاتٌ / مِصْرِيَّاتٍ
Algumas palavras de nacionalidade muito comuns são normalmente pluralizadas com um plural quebrado em vez de ـُونَ, e vale a pena decorá-las como vocabulário: عَرَبِيٌّ → عَرَبٌ، أَلْمانِيٌّ → أَلْمانٌ، رُوسِيٌّ → رُوسٌ، تُرْكِيٌّ → أَتْراكٌ، كُرْدِيٌّ → أَكْرادٌ (também existem os regulares تُرْكِيُّونَ، رُوسِيُّونَ). São plurais de pessoas, por isso o que as segue também está no plural: العَرَبُ الكِرامُ، رَأَيْتُ الأَلْمانَ.
11. Plurais não humanos: de volta ao feminino singular. A regra da lição 11 prevalece sobre tudo aqui. Se o nome é um plural de coisas, a sua nisba mantém-se feminina singular, seja qual for o número de coisas:
- كُتُبٌ عَرَبِيَّةٌ — livros árabes
- السَّيّاراتُ اليابانِيَّةُ — os carros japoneses
- الدُّوَلُ العَرَبِيَّةُ — os estados árabes
O plural مِصْرِيُّونَ é sempre e só para pessoas.
12. A nisba contra a إِضافَة. A lição 20 deu-lhe uma forma de ligar dois nomes: سِفارَةُ فَرَنْسا, «a embaixada de França». A nisba dá outra: السِّفارَةُ الفَرَنْسِيَّةُ, «a embaixada francesa». Ambas são árabe correto. A diferença é que uma إِضافَة aponta para um dono específico, enquanto a nisba descreve um tipo — e só a nisba pode ser tornada indefinida (سِفارَةٌ فَرَنْسِيَّةٌ) ou levar الـ próprio.
13. Apenas para reconhecimento. A terminação feminina ـِيَّة também forma nomes abstratos a partir das mesmas bases: الحُرِّيَّةُ (liberdade), الجِنْسِيَّةُ (nacionalidade), الإِنْسانِيَّةُ (humanidade), المَسْؤُولِيَّةُ (responsabilidade). Por agora, leia-as como palavras; o mecanismo é o mesmo sufixo.
Dois temas vizinhos não são aqui tratados. «Mais egípcio que» e «o mais famoso» usam uma forma de palavra completamente diferente (lição 28), e as terminações de «diminutivo/carinhoso» de التَّصْغير são a lição 57. Note também que muitos nomes de lugares — مِصْرُ، لُبْنانُ، بَغْدادُ — não levam eles próprios tanwīn (lição 41), enquanto as suas nisbas são palavras perfeitamente normais que o levam: مِصْرِيٌّ.
Formas e estruturas
Formação por tipo de base
| Base | O que acontece | مُذَكَّر | مُؤَنَّث | Tradução |
|---|---|---|---|---|
| لُبْنانُ | acrescentar o sufixo | لُبْنانِيٌّ | لُبْنانِيَّةٌ | libanês |
| العِراقُ | eliminar الـ, acrescentar | عِراقِيٌّ | عِراقِيَّةٌ | iraquiano |
| اليابانُ | eliminar الـ, acrescentar | يابانِيٌّ | يابانِيَّةٌ | japonês |
| مَكَّةُ | eliminar ة, acrescentar | مَكِّيٌّ | مَكِّيَّةٌ | de Meca |
| القاهِرَةُ | eliminar الـ e ة | قاهِرِيٌّ | قاهِرِيَّةٌ | cairota |
| فَرَنْسا | eliminar ا, acrescentar | فَرَنْسِيٌّ | فَرَنْسِيَّةٌ | francês |
| أَمْريكا | eliminar ا, acrescentar | أَمْريكِيٌّ | أَمْريكِيَّةٌ | americano |
| سُورِيا | eliminar ا, acrescentar | سُورِيٌّ | سُورِيَّةٌ | sírio |
| أَلْمانِيا | eliminar ـيا, acrescentar | أَلْمانِيٌّ | أَلْمانِيَّةٌ | alemão |
| مَدينَةٌ | radical irregular | مَدَنِيٌّ | مَدَنِيَّةٌ | urbano, civil |
Materiais
| Substância | Nisba | Tradução |
|---|---|---|
| ذَهَبٌ | ذَهَبِيٌّ | ouro, dourado |
| فِضَّةٌ | فِضِّيٌّ | prateado |
| خَشَبٌ | خَشَبِيٌّ | de madeira |
| قُطْنٌ | قُطْنِيٌّ | de algodão |
| زُجاجٌ | زُجاجِيٌّ | de vidro |
| حَديدٌ | حَديدِيٌّ | de ferro |
| حَريرٌ | حَريرِيٌّ | de seda |
| وَرَقٌ | وَرَقِيٌّ | de papel |
Irregulares que vale a pena decorar
| Base | Nisba | Tradução |
|---|---|---|
| مَدينَةٌ | مَدَنِيٌّ | urbano, civil |
| سَنَةٌ | سَنَوِيٌّ | anual |
| لُغَةٌ | لُغَوِيٌّ | linguístico |
| يَدٌ | يَدَوِيٌّ | manual, à mão |
| أَخٌ | أَخَوِيٌّ | fraternal |
| أَبٌ | أَبَوِيٌّ | paternal |
| سَماءٌ | سَماوِيٌّ | celestial |
| بادِيَةٌ | بَدَوِيٌّ | beduíno |
A declinação completa de مِصْرِيّ — a terminação de caso vem depois da xadda
| الحالة | نَكِرَة مُذَكَّر | مَعْرِفَة مُذَكَّر | نَكِرَة مُؤَنَّث | مَعْرِفَة مُؤَنَّث |
|---|---|---|---|---|
| مَرْفوع | مِصْرِيٌّ | المِصْرِيُّ | مِصْرِيَّةٌ | المِصْرِيَّةُ |
| مَنْصوب | مِصْرِيًّا | المِصْرِيَّ | مِصْرِيَّةً | المِصْرِيَّةَ |
| مَجْرور | مِصْرِيٍّ | المِصْرِيِّ | مِصْرِيَّةٍ | المِصْرِيَّةِ |
Número — as pessoas levam os plurais sãos
| مُذَكَّر | مُؤَنَّث | |
|---|---|---|
| مُفْرَد | مِصْرِيٌّ | مِصْرِيَّةٌ |
| مُثَنّى (مَرْفوع) | مِصْرِيَّانِ | مِصْرِيَّتانِ |
| مُثَنّى (مَنْصوب / مَجْرور) | مِصْرِيَّيْنِ | مِصْرِيَّتَيْنِ |
| جَمْع (مَرْفوع) | مِصْرِيُّونَ | مِصْرِيَّاتٌ |
| جَمْع (مَنْصوب / مَجْرور) | مِصْرِيِّينَ | مِصْرِيَّاتٍ |
Palavras de nacionalidade com plural humano quebrado
| Nisba | Plural | Tradução |
|---|---|---|
| عَرَبِيٌّ | عَرَبٌ | árabes |
| أَلْمانِيٌّ | أَلْمانٌ | alemães |
| رُوسِيٌّ | رُوسٌ | russos |
| تُرْكِيٌّ | أَتْراكٌ | turcos |
| كُرْدِيٌّ | أَكْرادٌ | curdos |
Ficaram de fora destas tabelas: a nisba de um nome de lugar com duas palavras, e o tipo já não produtivo que acrescenta ـانِيّ (رُوحانِيٌّ). Nenhum dos dois é necessário para construir nisbas a este nível.
Exemplos
| العربية | Português |
|---|---|
| أَنا لُبْنانِيٌّ، وزَوْجَتي مِصْرِيَّةٌ. | Sou libanês, e a minha mulher é egípcia. |
| هٰذا طالِبٌ يابانِيٌّ يَدْرُسُ في القاهِرَةِ. | Este é um estudante japonês que estuda no Cairo. |
| اللُّغَةُ العَرَبِيَّةُ جَميلَةٌ وقَديمَةٌ. | O árabe é uma língua bonita e antiga. |
| دَرَسْتُ الفَرَنْسِيَّةَ في المَدْرَسَةِ. | Estudei francês na escola. |
| الجامِعَةُ الأَمْريكِيَّةُ قَريبَةٌ مِنْ بَيْتِنا. | A universidade americana fica perto da nossa casa. |
| الطّالِباتُ السُّورِيَّاتُ في المَكْتَبَةِ. | Os estudantes sírios estão na biblioteca. |
| رَأَيْتُ المُهَنْدِسينَ الأَلْمانَ في الشَّرِكَةِ. | Vi os engenheiros alemães na empresa. |
| هُمْ عَرَبٌ مِنَ المَغْرِبِ. | São árabes de Marrocos. |
| اِشْتَرَيْتُ خاتَمًا ذَهَبِيًّا لِأُمّي. | Comprei um anel de ouro para a minha mãe. |
| البابُ خَشَبِيٌّ والنّافِذَةُ زُجاجِيَّةٌ. | A porta é de madeira e a janela é de vidro. |
| عَلى الطّاوِلَةِ كُتُبٌ عَرَبِيَّةٌ كَثيرَةٌ. | Na mesa há muitos livros árabes. |
| أَخي مُهَنْدِسٌ مَدَنِيٌّ في بَغْدادَ. | O meu irmão é engenheiro civil em Bagdade. |
| صَديقي رُوسِيٌّ، وهُوَ يَدْرُسُ الأَدَبَ العَرَبِيَّ. | O meu amigo é russo, e estuda literatura árabe. |
| السَّيّاراتُ اليابانِيَّةُ مَشْهورَةٌ في مِصْرَ. | Os carros japoneses são famosos no Egito. |
Erros frequentes
- أَنا مِصْرِيُ. -> أَنا مِصْرِيٌّ. — faltam duas coisas: a xadda no ya e o tanwīn por cima dela. A escrita sem marcas vocálicas esconde ambas, mas a sua pronúncia não pode.
- أَنا لُبْنانُ. -> أَنا لُبْنانِيٌّ. — لُبْنان é o país. Dizê-lo como predicado afirma que é o Líbano; a pessoa precisa da terminação نِسْبَة.
- هِيَ مِصْرِيٌّ. -> هِيَ مِصْرِيَّةٌ. — uma mulher leva ـِيَّةٌ. Este é o erro de concordância mais frequente de toda a lição, porque a forma masculina é a primeira que se aprende.
- اللُّغَةُ العَرَبِيُّ -> اللُّغَةُ العَرَبِيَّةُ — لُغَة é feminino, por isso o seu adjetivo é feminino. O mesmo para السِّفارَةُ الفَرَنْسِيَّةُ، الجامِعَةُ الأَمْريكِيَّةُ.
- مَكَّةِيٌّ -> مَكِّيٌّ — o ة nunca sobrevive antes do sufixo. Elimine-o primeiro e depois junte ـِيّ: القاهِرَة → قاهِرِيٌّ، فِضَّة → فِضِّيٌّ.
- أَمْريكاوِيٌّ -> أَمْريكِيٌّ — a maioria dos nomes estrangeiros terminados em ـا perde simplesmente esse álif e não põe nada no seu lugar. O mesmo para فَرَنْسا → فَرَنْسِيٌّ. Alguns poucos inserem mesmo و - النِّمْسا → نِمْساوِيٌّ — por isso procure um nome pouco familiar.
- هُوَ اليابانِيٌّ. -> هُوَ يابانِيٌّ. — o الـ pertence ao nome do país, não ao adjetivo, e uma palavra nunca pode levar الـ e tanwīn ao mesmo tempo.
- رَأَيْتُ الطُّلّابَ المِصْرِيُّونَ. -> رَأَيْتُ الطُّلّابَ المِصْرِيِّينَ. — o plural são masculino de uma nisba declina-se como qualquer outro: ـُونَ só no nominativo.
- كُتُبٌ عَرَبِيَّاتٌ -> كُتُبٌ عَرَبِيَّةٌ — livros não são pessoas. Um plural de coisas leva um adjetivo feminino singular, seja nisba ou não.
- بابٌ مِنْ خَشَبِيٍّ -> بابٌ خَشَبِيٌّ ou بابٌ مِنْ خَشَبٍ — duas formas de dizer «de madeira», e misturá-las duplica a marcação. مِنْ leva o nome do material simples.
Dicas
- Guarde o país e a sua nisba como um único item na sua lista de vocabulário — مِصْرُ / مِصْرِيٌّ، فَرَنْسا / فَرَنْسِيٌّ. Aprender só o país deixa-o incapaz de dizer quem é.
- Diga o ya duplicado de forma deliberada: مِصْ - رِيّ. Se soar como um simples ī longo, está a eliminar a xadda, e esse hábito é muito mais difícil de desfazer mais tarde do que de evitar agora.
- Automatize o feminino. Sempre que a pessoa for uma mulher, ou o nome for feminino, recorra a ـِيَّة antes de terminar a frase.
- Antes de construir, passe a base por três perguntas: termina em ة? termina em ا? começa por الـ? Remova o que a resposta indicar e depois junte ـِيّ.
- Não construa uma nisba a partir de um plural. Volte primeiro ao singular: قَوانين → قانونٌ → قانونِيٌّ.
- Recolha nisbas de manchetes reais — سِياسِيّ، اِقْتِصادِيّ، عالَمِيّ، رَسْمِيّ. Uma grande parte dos adjetivos numa frase de notícias é construída com este único sufixo, por isso cada novo nome que aprende é discretamente também um adjetivo.
- Deixe o punhado de irregulares (مَدَنِيّ، لُغَوِيّ، سَنَوِيّ) como itens de vocabulário. Não há regra fiável para aplicar ao nível A1, e não são muitos.
- Ignore por agora «mais egípcio» e «o mais famoso» — essa é uma forma de palavra completamente diferente, e chega na lição 28.