A frase verbal e a concordância entre o verbo e o sujeito
A1 الجُمْلَةُ الفِعْلِيَّةُ ومُطابَقَةُ الفِعْلِ لِلْفاعِل 19 / 70
Em resumo
A lição 2 deu-lhe uma frase sem nenhum verbo (البَيْتُ كَبيرٌ), e as lições 14 e 18 deram-lhe verbos que trazem o seu próprio sujeito lá dentro (أَذْهَبُ، ذَهَبْتُ). Esta lição junta as duas metades: um verbo com um nome como sujeito. A forma neutra e não marcada de o árabe fazer isso é colocar o verbo primeiro — ذَهَبَ الطُّلّابُ, palavra por palavra «foram os alunos». Uma frase que começa por um verbo chama-se الجُمْلَةُ الفِعْلِيَّةُ, e o nome que pratica a ação é الفاعِل.
A armadilha, e todo o objetivo desta lição, é que o árabe lhe dá duas ordens e elas não concordam da mesma maneira. Ponha o verbo primeiro e ele fica singular, combinando apenas com o género do sujeito: ذَهَبَ الطُّلّابُ. Ponha o sujeito primeiro e o verbo concorda com ele plenamente, em género e número: الطُّلّابُ ذَهَبوا. Mesmo significado, mesmas palavras, duas formas verbais diferentes. Grave já esta assimetria no ouvido e nunca escreverá a frase que os gramáticos árabes apelidaram com o nome de uma praga de pulgas.
Regra
1. O que é uma frase verbal. Uma جُمْلَة فِعْلِيَّة começa pelo verbo. As suas duas partes obrigatórias são:
- الفِعْل — o verbo: ذَهَبَ، وَصَلَ، يَجْلِسُ.
- الفاعِل — o agente, o nome (ou pronome) que pratica a ação: الطُّلّابُ، الرَّسائِلُ.
Qualquer outra coisa — uma locução preposicional, uma palavra de tempo — normalmente segue-se a estes dois: ذَهَبَ الطُّلّابُ إِلَى المَدْرَسَةِ. Nesta lição, todos os verbos são intransitivos ou levam o seu complemento através de uma preposição, por isso الفاعِل é o único nome cuja desinência tem de pensar.
2. O verbo primeiro é a opção por defeito. Na escrita jornalística, na narração e nas afirmações neutras, o árabe literário recorre a فِعْل + فاعِل antes de qualquer outra coisa: وَصَلَ الضُّيوفُ. O inglês não consegue fazer isto de todo, por isso a ordem parece estranha durante cerca de uma semana e depois deixa de parecer fosse o que fosse. A ordem com o sujeito primeiro, الطُّلّابُ ذَهَبوا, é árabe igualmente correto e muito comum na prosa moderna, mas não é neutra: coloca os holofotes sobre o sujeito, tal como o inglês faz com «the students — they went». Comece uma afirmação simples pelo verbo.
3. Verbo primeiro: o verbo fica singular e só concorda em género. Esta é a regra que não tem paralelo em inglês. Quando o verbo vem antes do seu فاعِل, está sempre no singular, seja qual for o número do sujeito. A única coisa que copia é o género — o ت do feminino:
- sujeito masculino, qualquer número: ذَهَبَ الطّالِبُ / ذَهَبَ الطّالِبانِ / ذَهَبَ الطُّلّابُ
- sujeito feminino, qualquer número: ذَهَبَتِ الطّالِبَةُ / ذَهَبَتِ الطّالِبَتانِ / ذَهَبَتِ الطّالِباتُ
Leia as duas colunas de cima para baixo. O verbo nunca muda. O número vive no nome e em mais lado nenhum, por isso ذَهَبَ الطُّلّابُ não é «ele foi, os alunos» — o verbo é simplesmente neutro quanto ao número aqui, e o nome no plural diz tudo.
O ت feminino não é opcional no uso moderno. Um grupo de mulheres leva-o exatamente como uma única mulher: وَصَلَتِ المُعَلِّماتُ, nunca *وَصَلَ المُعَلِّماتُ.
4. Sujeito primeiro: concordância plena. Mova o nome para a frente e o verbo tem de concordar com ele por completo
-
em género e número, usando todo o paradigma da lição 18:
-
الطّالِبُ ذَهَبَ - الطّالِبَةُ ذَهَبَتْ
-
الطّالِبانِ ذَهَبا - الطّالِبَتانِ ذَهَبَتا
-
الطُّلّابُ ذَهَبوا - الطّالِباتُ ذَهَبْنَ
Há uma razão, e vale mais do que vinte regras de cor. Quando o nome vem primeiro, a frase é na verdade uma frase nominal do tipo que construiu na lição 2: الطُّلّابُ é o مُبْتَدَأ, e tudo o que vem depois é o predicado. O verbo ذَهَبوا já contém o seu próprio sujeito — o و é o pronome «eles» — e esse pronome aponta para trás, para الطُّلّاب. Portanto o verbo não está a concordar com um nome que se segue; está a transportar um pronome, e um pronome está sempre totalmente especificado. As frases com o verbo primeiro não têm esse pronome, porque o verdadeiro agente está mesmo ali, atrás do verbo.
5. Os plurais não humanos ignoram tudo isto. A lição 11 ensinou que um plural de غَيْرِ العاقِل — coisas, animais, ideias — leva concordância no feminino singular. Essa regra tem prioridade sobre esta e aplica-se nas duas ordens:
- verbo primeiro: وَصَلَتِ الرَّسائِلُ. / تَصِلُ الطّائِراتُ فِي الصَّباحِ.
- sujeito primeiro: الكُتُبُ وَصَلَتْ. / السَّيّاراتُ وَصَلَتْ.
Para um plural não humano, portanto, as duas ordens têm o mesmo aspeto, e só há uma forma com que se preocupar, em vez de duas. Nunca *الرَّسائِلُ وَصَلْنَ — ـْنَ é para grupos de mulheres.
6. الفاعِل é مَرْفوع — sempre. O sujeito de uma frase verbal leva a desinência do nominativo, e uma lista de palavras ou um dicionário não lha vão mostrar. طالب no seu caderno de vocabulário transforma-se em الطّالِبُ ou طالِبٌ no momento em que entra numa frase:
- singular e plural quebrado: ḍamma — الطّالِبُ، طالِبٌ، الطُّلّابُ، طُلّابٌ
- plural feminino são: ḍamma — الطّالِباتُ، طالِباتٌ
- dual: a desinência ـانِ — الطّالِبانِ، طالِبانِ
- plural masculino são: a desinência ـونَ — المُعَلِّمونَ، مُعَلِّمونَ
Duas destas são as armadilhas. المُعَلِّمينَ é uma palavra real, mas não é um فاعِل; como sujeito de um verbo tem de ser المُعَلِّمونَ. E uma fatḥa no sujeito — *ذَهَبَ الطّالِبَ — transforma-o em algo a que o verbo é feito a, que é o tema da lição 29 e não é o que se quer dizer aqui.
7. A kasra de junção: ذَهَبَتِ الطّالِباتُ. A desinência feminina do passado ـَتْ tem um sukūn. O artigo الـ começa por هَمْزَةُ الوَصْل, que desaparece no fluxo da fala e deixa o seu lām — ou, diante de uma letra solar, a consoante duplicada — com um sukūn próprio. Dois sukūns não se podem encontrar: é o que se chama اِلْتِقاءُ السّاكِنَيْنِ. O árabe desfaz o choque dando ao primeiro uma kasra:
- ذَهَبَتْ + الطّالِباتُ → ذَهَبَتِ الطّالِباتُ
- وَصَلَتْ + الرَّسائِلُ → وَصَلَتِ الرَّسائِلُ
- خَرَجَتْ + النِّساءُ → خَرَجَتِ النِّساءُ
É audível — a vogal extra ouve-se claramente — mas só é visível em texto vocalizado, por isso num jornal comum a palavra continua a ter o aspeto de ذهبت. O sukūn volta imediatamente quando a palavra seguinte não começa por هَمْزَةُ الوَصْل: ذَهَبَتْ إِلَى المَدْرَسَةِ، وَصَلَتْ أَمْسِ. Nada disto acontece com o masculino ذَهَبَ, que já termina em vogal.
8. Os sujeitos pronominais não precisam de nenhum nome. Se o agente é um pronome, a própria forma do verbo é o sujeito: ذَهَبْتُ، ذَهَبْنا، ذَهَبوا. Não se acrescenta um pronome independente para o fornecer — ذَهَبَ هُمْ não é árabe — e também não precisa de um à frente. أَنا ذَهَبْتُ é possível, mas, tal como أَنا أَكْتُبُ na lição 14, é ênfase, não gramática.
9. A regra mantém-se sob tudo o que já sabe até aqui. Uma palavra interrogativa ou uma partícula à frente não muda o que acontece entre o verbo e o seu sujeito:
- هَلْ وَصَلَ الضُّيوفُ؟
- مَتى رَجَعَتِ المُعَلِّماتُ؟
- جَلَسَ الرِّجالُ تَحْتَ الشَّجَرَةِ وضَحِكوا.
Este último exemplo mostra o ritmo natural da prosa árabe: depois de o sujeito ter sido nomeado, os verbos seguintes na cadeia referem-se a ele através de um pronome lá dentro, por isso tomam a forma plena do plural.
10. O erro com nome. Dizer *ذَهَبوا الطُّلّابُ — um verbo em plena concordância colocado antes do seu sujeito nominal — é o erro clássico, e os gramáticos árabes rotularam-no de أَكَلوني البَراغيثُ, «as pulgas comeram-me», pelo aspeto da frase. Uma minoria de dialetos tribais antigos fazia-o, e os gramáticos registaram esse facto; o árabe escrito padrão não o aceita. Escolha um: verbo primeiro com um verbo no singular, ou sujeito primeiro com um verbo pleno.
11. Deixado para mais tarde. O nome a que a ação é feita — المَفْعولُ بِهِ, com a sua desinência do acusativo — é a lição 29, e as frases aqui evitam-no. Uma frase verbal sem nenhum agente mencionado (نائِبُ الفاعِل, «a carta foi escrita») é a lição 52. As frases no passado construídas sobre كانَ são a lição 32. O sistema completo das desinências de caso e dos seus submarcadores é a lição 40.
Formas e estruturas
A tabela central. Um verbo, seis sujeitos, duas ordens — toda a lição está na diferença entre as duas colunas da direita.
| الفاعِل | فِعْل + فاعِل | فاعِل + فِعْل |
|---|---|---|
| الطّالِبُ | ذَهَبَ الطّالِبُ | الطّالِبُ ذَهَبَ |
| الطّالِبَةُ | ذَهَبَتِ الطّالِبَةُ | الطّالِبَةُ ذَهَبَتْ |
| الطّالِبانِ | ذَهَبَ الطّالِبانِ | الطّالِبانِ ذَهَبا |
| الطّالِبَتانِ | ذَهَبَتِ الطّالِبَتانِ | الطّالِبَتانِ ذَهَبَتا |
| الطُّلّابُ | ذَهَبَ الطُّلّابُ | الطُّلّابُ ذَهَبوا |
| الطّالِباتُ | ذَهَبَتِ الطّالِباتُ | الطّالِباتُ ذَهَبْنَ |
A mesma assimetria no presente — المُضارِع comporta-se aqui exatamente como الماضي:
| الفاعِل | فِعْل + فاعِل | فاعِل + فِعْل |
|---|---|---|
| الطّالِبُ | يَذْهَبُ الطّالِبُ | الطّالِبُ يَذْهَبُ |
| الطّالِبَةُ | تَذْهَبُ الطّالِبَةُ | الطّالِبَةُ تَذْهَبُ |
| الطّالِبانِ | يَذْهَبُ الطّالِبانِ | الطّالِبانِ يَذْهَبانِ |
| الطُّلّابُ | يَذْهَبُ الطُّلّابُ | الطُّلّابُ يَذْهَبونَ |
| الطّالِباتُ | تَذْهَبُ الطّالِباتُ | الطّالِباتُ يَذْهَبْنَ |
Humano contra não humano, com وَصَلَ. Note que as duas linhas de baixo são idênticas nas duas colunas: um plural de coisas só tem uma forma.
| الفاعِل | فِعْل + فاعِل | فاعِل + فِعْل |
|---|---|---|
| الرِّجالُ (عاقِل) | وَصَلَ الرِّجالُ | الرِّجالُ وَصَلوا |
| النِّساءُ (عاقِل) | وَصَلَتِ النِّساءُ | النِّساءُ وَصَلْنَ |
| المُعَلِّمونَ (عاقِل) | وَصَلَ المُعَلِّمونَ | المُعَلِّمونَ وَصَلوا |
| الرَّسائِلُ (غَيْرُ العاقِل) | وَصَلَتِ الرَّسائِلُ | الرَّسائِلُ وَصَلَتْ |
| الكُتُبُ (غَيْرُ العاقِل) | وَصَلَتِ الكُتُبُ | الكُتُبُ وَصَلَتْ |
| السَّيّاراتُ (غَيْرُ العاقِل) | وَصَلَتِ السَّيّاراتُ | السَّيّاراتُ وَصَلَتْ |
A desinência do فاعِل, definido e indefinido. Isto é o nominativo e mais nada:
| النَّوْع | مَعْرِفَة | نَكِرَة | مِثال |
|---|---|---|---|
| مُذَكَّر مُفْرَد | الطّالِبُ | طالِبٌ | جَلَسَ طالِبٌ فِي الصَّفِّ. |
| مُؤَنَّث مُفْرَد | الطّالِبَةُ | طالِبَةٌ | خَرَجَتْ طالِبَةٌ مِنَ الغُرْفَةِ. |
| مُثَنّى | الطّالِبانِ | طالِبانِ | وَصَلَ طالِبانِ. |
| جَمْع مُذَكَّر سالِم | المُعَلِّمونَ | مُعَلِّمونَ | عَمِلَ مُعَلِّمونَ فِي المَدْرَسَةِ. |
| جَمْع مُؤَنَّث سالِم | الطّالِباتُ | طالِباتٌ | وَصَلَتْ طالِباتٌ. |
| جَمْع تَكْسير | الطُّلّابُ | طُلّابٌ | ضَحِكَ طُلّابٌ فِي المَلْعَبِ. |
A kasra de junção, antes e depois:
| قَبْلَ الوَصْل | مَعَ الـ | مَعَ كَلِمَة أُخْرى |
|---|---|---|
| ذَهَبَتْ | ذَهَبَتِ الطّالِبَةُ | ذَهَبَتْ إِلَى البَيْتِ |
| وَصَلَتْ | وَصَلَتِ الرَّسائِلُ | وَصَلَتْ أَمْسِ |
| خَرَجَتْ | خَرَجَتِ النِّساءُ | خَرَجَتْ مِنَ البَيْتِ |
Deixado de fora aqui: tudo o que o verbo possa reger depois do seu sujeito — complementos, advérbios de tempo e de lugar, e as desinências do acusativo que levam.
Exemplos
| العربية | Português |
|---|---|
| ذَهَبَ الطُّلّابُ إِلَى المَدْرَسَةِ. | Os alunos foram à escola. |
| ذَهَبَتِ الطّالِباتُ إِلَى المَكْتَبَةِ. | As alunas foram à biblioteca. |
| ذَهَبَ الطّالِبانِ إِلَى المَلْعَبِ. | Os dois alunos foram ao campo de jogos. |
| الطُّلّابُ ذَهَبوا بَعْدَ الدَّرْسِ. | Os alunos saíram depois da lição. |
| الطّالِباتُ ذَهَبْنَ مَعَ المُعَلِّمَةِ. | As alunas foram com a professora. |
| الطّالِبانِ ذَهَبا إِلَى البَيْتِ. | Os dois alunos foram para casa. |
| وَصَلَتِ الرَّسائِلُ فِي الصَّباحِ. | As cartas chegaram de manhã. |
| الكُتُبُ وَصَلَتْ مِنَ المَكْتَبَةِ. | Os livros chegaram da livraria. |
| جَلَسَ الرِّجالُ تَحْتَ الشَّجَرَةِ. | Os homens sentaram-se debaixo da árvore. |
| خَرَجَتِ النِّساءُ مِنَ البَيْتِ. | As mulheres saíram de casa. |
| المُعَلِّمونَ رَجَعوا مِنَ السَّفَرِ. | Os professores voltaram da viagem. |
| يَعْمَلُ المُهَنْدِسونَ فِي الشَّرِكَةِ. | Os engenheiros trabalham na empresa. |
| الأَوْلادُ يَلْعَبونَ فِي الحَديقَةِ. | Os rapazes estão a brincar no jardim. |
| مَتى وَصَلَ الضُّيوفُ؟ | Quando chegaram os convidados? |
Erros frequentes
- ذَهَبوا الطُّلّابُ إِلَى المَدْرَسَةِ. -> ذَهَبَ الطُّلّابُ إِلَى المَدْرَسَةِ. — isto é أَكَلوني البَراغيثُ. Antes do seu sujeito nominal, o verbo é singular; a forma plural ـوا já contém um sujeito próprio.
- ذَهَبَ الطّالِباتُ. -> ذَهَبَتِ الطّالِباتُ. — o verbo primeiro deixa cair o número, não o género. Um sujeito feminino continua a puxar o ـَتْ para o verbo.
- ذَهَبَ الطّالِبَ. -> ذَهَبَ الطّالِبُ. — الفاعِل é مَرْفوع. Uma fatḥa aqui diz que o aluno foi a coisa que sofreu a ação de ir, o que não é o significado nem uma leitura possível de ذَهَبَ.
- ذَهَبَ المُعَلِّمينَ. -> ذَهَبَ المُعَلِّمونَ. — o nominativo de um plural masculino são é ـونَ. المُعَلِّمينَ é a forma para as outras posições na frase.
- الطُّلّابُ ذَهَبَ. -> الطُّلّابُ ذَهَبوا. — a assimetria só funciona num sentido. Uma vez o sujeito à frente, o verbo tem de concordar com ele por completo.
- ذَهَبا الطّالِبانِ. -> ذَهَبَ الطّالِبانِ. — o dual não é exceção: um verbo colocado primeiro é singular mesmo quando o seu sujeito são duas pessoas.
- الطّالِباتُ ذَهَبوا. -> الطّالِباتُ ذَهَبْنَ. — ـوا é para homens e grupos mistos. Um grupo de mulheres à frente do seu verbo leva ـْنَ.
- الرَّسائِلُ وَصَلْنَ. -> الرَّسائِلُ وَصَلَتْ. — as cartas são غَيْرُ العاقِل, por isso o verbo é feminino singular em qualquer das ordens. ـْنَ transformaria as cartas em mulheres.
- ذَهَبَتْ الطّالِباتُ. (pronunciado com um sukūn) -> ذَهَبَتِ الطّالِباتُ. — dois sukūns não se podem encontrar através do artigo, por isso o ت leva uma kasra. Escreva-a e diga-a.
- ذَهَبَ هُمْ إِلَى السّوقِ. -> ذَهَبوا إِلَى السّوقِ. — um sujeito pronominal vive dentro do verbo, e um هُمْ colocado depois de ذَهَبَ não pode fazer esse trabalho por ele.
Dicas
- Decore o contraste como uma cantilena de duas linhas, não como uma regra: ذَهَبَ الطُّلّابُ / الطُّلّابُ ذَهَبوا. Diga-o até o emparelhamento errado soar mal.
- Faça uma pergunta antes de escolher a forma do verbo: «o sujeito está à minha frente ou atrás de mim?» Atrás → singular, só o género. À frente → a forma plena do paradigma.
- Recorra por defeito ao verbo primeiro quando escrever. É a ordem neutra, e é também a mais fácil: só precisa de duas formas do verbo, a simples e a que leva ـَتْ.
- Vigie a desinência do sujeito com a mesma atenção que o verbo. A maioria das frases de um aprendiz que soam «estranhas» a um leitor estão corretas na concordância e erradas na ـُ / ـونَ / ـانِ do nome.
- Para plurais não humanos, deixe de pensar totalmente nesta lição e pense na lição 11: um único verbo feminino singular, nas duas ordens, e está feito.
- A kasra de ذَهَبَتِ الطّالِباتُ vale a pena praticar em voz alta, mesmo que raramente a veja impressa. É uma dessas pequenas coisas que fazem o árabe lido em voz alta soar bem.
- Não tente ainda usar esta ordem com um complemento. Fique-se pelos verbos de ir, chegar, sentar-se, trabalhar e brincar, e deixe que a lição 29 acrescente o segundo nome.