Admiração e exclamação

B2 أُسْلوبُ التَّعَجُّب 64 / 70

Em resumo

O inglês exprime a admiração reorganizando a frase: «how beautiful the sky is!», «what a day that was!». O árabe fá-lo com duas fórmulas fixas, e o notável nelas é que ambas são قِياسِيّ — regulares. Não se decora uma lista de exclamações; toma-se uma raiz, verte-se em ما أَفْعَلَهُ ou em أَفْعِلْ بِهِ, e a exclamação existe. ما أَجْمَلَ السَّماءَ! e أَجْمِلْ بِالسَّماءِ! significam ambos «como o céu é bonito», e ambos foram construídos na hora a partir de جَمُلَ.

A razão pela qual esta lição está no B2 e não no A2 é que o primeiro padrão é invisível sem as marcas vocálicas. ما أجمل السماء são três palavras que podem ser uma exclamação, uma pergunta ou uma negação simples, dependendo inteiramente das fathas e das ḍammas que não se veem. Este é o caso mais claro em todo o percurso de التَّشْكيل a transportar o significado sozinho, por isso leia aqui cada vogal como informação, não como ornamento.

Regra

1. Padrão um: ما + أَفْعَلَ + um nome no acusativo. A fórmula central é ما أَفْعَلَهُ. Tome uma raiz de três radicais, molde-a na forma أَفْعَلَ (uma forma do passado), e coloque logo a seguir, no acusativo, a coisa que o maravilha:

  • ما أَجْمَلَ السَّماءَ! — como o céu é bonito.
  • ما أَسْرَعَ الوَقْتَ! — como o tempo passa depressa.
  • ما أَطْيَبَ الطَّعامَ! — como a comida é boa.
  • ما أَشَدَّ الحَرَّ! — como o calor é intenso.

Duas fathas sustentam toda a construção: uma no último radical do verbo, outra no fim do nome. Perca qualquer uma delas e terá escrito outra coisa.

2. Por que razão o nome é acusativo. Uma análise compacta, porque explica a terminação em vez de se limitar a afirmá-la. Aqui ما não é a palavra interrogativa nem o negador: é um nome indefinido que significa mais ou menos «algo grande», e é o مُبْتَدَأ. أَجْمَلَ é um verdadeiro verbo no passado cujo sujeito é um pronome oculto que remete para ما. السَّماءَ é portanto o seu مَفْعولٌ بِهِ, e a pequena frase verbal é o خَبَر. Literalmente: «algo tornou o céu bonito» — daí o acusativo, e daí a forma de passado para um significado de presente.

3. O verbo está congelado. أَجْمَلَ, neste padrão, nunca concorda com nada e nunca muda de tempo verbal. Mantém-se na terceira pessoa do masculino singular do passado, seja o que for que o siga: ما أَجْمَلَ السَّماواتِ!، ما أَكْرَمَ المُعَلِّماتِ!، ما أَذْكاهُنَّ! Nunca ما أَجْمَلَتْ, nunca ما أَجْمَلوا. Os dois verbos de exclamação são جامِدان — congelados — na gramática árabe, e este é um deles.

4. Um pronome complemento anexa-se diretamente. Quando a coisa admirada já é conhecida, torna-se um pronome acusativo preso (lição 29): ما أَجْمَلَها!، ما أَرْوَعَهُ!، ما أَصْعَبَهُمْ! O pronome tem de ser a forma de complemento preso; um pronome livre depois do verbo não é árabe.

5. O nome tem de ser definido ou claramente especificado. المُتَعَجَّبُ مِنْهُ — a coisa de que se maravilha — é normalmente definido (ما أَجْمَلَ السَّماءَ!) ou um indefinido que traz a sua própria descrição (ما أَجْمَلَ سَماءً صافِيَةً!). Um indefinido simples e sozinho — ما أَجْمَلَ سَماءً! — não tem nada de que se surpreender e não funciona. Um مُضاف conta como especificado: ما أَجْمَلَ سَماءَ الصَّحْراءِ!

6. Padrão dois: أَفْعِلْ بِـ. A mesma raiz noutro molde: أَفْعِلْ بِهِ. Parece um imperativo e lê-se como tal, mas não é uma ordem — os gramáticos chamam-lhe um verbo no passado que saiu com a forma de um imperativo, e o seu significado é exatamente o do padrão um.

  • أَجْمِلْ بِالسَّماءِ! — como o céu é bonito.
  • أَكْرِمْ بِهِ رَجُلًا! — que homem tão bom ele é.
  • أَعْظِمْ بِالصَّبْرِ! — como a paciência é grande.

7. No padrão dois, بـ é redundante e a forma nunca se flexiona. O nome depois de بـ é مَجْرور na escrita, mas é o sujeito lógico; o بـ é um حَرْفُ جَرٍّ زائِد, acrescentado pela forma da fórmula e sem traduzir nada. Como o verbo só veste um disfarce de imperativo, não leva nenhuma terminação de imperativo: escreve-se أَجْمِلْ بِالسَّماءِ! para uma mulher, para uma multidão, para qualquer pessoa — nunca أَجْمِلي بِالسَّماءِ, nunca أَجْمِلوا. O que varia é o pronome depois de بـ, já que esse é um verdadeiro complemento de uma verdadeira preposição: أَكْرِمْ بِهِ!، أَكْرِمْ بِها!، أَكْرِمْ بِهِمْ! Um acusativo indefinido pode seguir-se como um تَمْييز, nomeando aquilo de que se trata a admiração: أَكْرِمْ بِهِ رَجُلًا!، أَعْظِمْ بِها فِكْرَةً!

8. O contraste emblemático: três leituras das mesmas letras. Sem vocalização, ما أكرم الرجل é ambíguo de três formas. Vocalizado, não é ambíguo de todo:

  • ما أَكْرَمَ الرَّجُلَ! — exclamação. Verbo + complemento no acusativo, fechado com «!».
  • ما أَكْرَمُ الرَّجُلِ؟ — pergunta. ما é o interrogativo, أَكْرَمُ é o elativo da lição 28 como predicado nominativo, e الرَّجُلِ é genitivo como segundo termo de uma إِضافَة: «o que há de mais generoso no homem?»
  • ما أَكْرَمَ الرَّجُلُ ضَيْفَهُ. — negação. ما é o negador do passado da lição 37, أَكْرَمَ é a Forma IV «ele honrou», الرَّجُلُ é o seu sujeito no nominativo: «o homem não honrou o seu convidado».

As mesmas consoantes; a terminação no nome e o sinal no fim da frase é que fazem todo o trabalho. Uma nota prática sobre esse sinal: o árabe não tem um ponto de exclamação próprio. O carácter é o «!» ASCII comum que o inglês usa, situado na extremidade esquerda da linha. Como as perguntas árabes têm o seu próprio «؟», o par «!» contra «؟» é uma pista visual real na letra impressa, e muitas vezes a única que um texto sem vocalização lhe dá.

9. As seis condições. Nem todos os verbos podem entrar nestes padrões. A lista é exatamente a que rege o elativo na lição 28, que é a forma mais económica de a memorizar: se uma raiz não conseguir formar أَفْعَل como comparativo, também não consegue formar uma exclamação. O verbo tem de ser

  1. ثُلاثِيّ — três radicais, por isso as Formas II-X ficam de fora (lições 46-48);
  2. تامّ — um verbo pleno, por isso كانَ وأَخَواتُها (lição 43) ficam de fora;
  3. مُتَصَرِّف — tem de se conjugar, por isso os verbos congelados لَيْسَ، عَسى، نِعْمَ، بِئْسَ ficam de fora;
  4. مَبْنِيٌّ لِلْمَعْلوم — ativo, por isso um passivo (lição 52) fica de fora;
  5. مُثْبَت — afirmativo, por isso um verbo negado fica de fora;
  6. قابِلٌ لِلتَّفاوُت — graduável, por isso ماتَ، فَنِيَ، غَرِقَ, que não admitem mais nem menos, ficam de fora.

10. E mais uma exclusão: os adjetivos أَفْعَل. Se o adjetivo do próprio verbo já tem a forma أَفْعَل — as cores e os defeitos físicos — o lugar já está ocupado e o padrão fica bloqueado: حَمِرَ / أَحْمَر، خَضِرَ / أَخْضَر، عَرِجَ / أَعْرَج، عَمِيَ / أَعْمى. Por isso ما أَحْمَرَ الوَرْدَ! não é uma rosa vermelha intensificada; é uma frase mal formada.

11. Quando uma condição falha, use um verbo auxiliar mais um مَصْدَر. A solução é mecânica e extremamente comum na prosa real. Coloque um verbo ثُلاثِيّ adequado no padrão — ما أَشَدَّ، ما أَكْثَرَ، ما أَعْظَمَ، ما أَجْمَلَ — e entregue-lhe o مَصْدَر (lição 54) do verbo bloqueado como seu complemento no acusativo. O nome que realmente interessa segue-se então como uma مُضافٌ إِلَيْهِ ou um pronome preso:

  • ما أَشَدَّ حُمْرَةَ الوَرْدِ! — como as rosas são vermelhas (cor, bloqueada pela regra 10).
  • ما أَكْثَرَ اسْتِخْدامَهُ! — como é usado (Forma X, bloqueada pela condição 1).
  • ما أَعْظَمَ انْتِشارَ الظّاهِرَةِ! — como o fenómeno está difundido.
  • ما أَشَدَّ تَأَثُّرَهُ بِالخَبَرِ! — como ele ficou afetado pela notícia.

O padrão dois recebe a mesma solução: أَشْدِدْ بِحُمْرَةِ الوَرْدِ! Para um verbo passivo ou negado, o auxiliar leva antes um مَصْدَرٌ مُؤَوَّل: ما أَعْظَمَ ما كُتِبَ!، ما أَقْبَحَ أَلّا يَعْتَذِرَ! Esse مَصْدَرٌ مُؤَوَّل é também a forma comum de se maravilhar com uma ação em vez de uma coisa: ما أَجْمَلَ أَنْ نَلْتَقِيَ بَعْدَ سِنينَ!

12. As fórmulas سَماعِيّ que realmente vai encontrar na letra impressa. Ao lado dos dois padrões regulares há expressões ouvidas, não analisáveis. Duas merecem ser dominadas:

  • يا لَهُ مِنْ + genitivo indefinido — «que … !»: يا لَهُ مِنْ يَوْمٍ!، يا لَها مِنْ لَيْلَةٍ!، يا لَهُمْ مِنْ رِجالٍ! O pronome em لَـ concorda com o nome; مِنْ é fixo no uso moderno — a variante mais antiga يا لَهُ رَجُلًا, com um تَمْييز no acusativo em vez disso, é rara hoje em dia.
  • يا لَـ + genitivo — «que grande é o/a …!»: يا لَجَمالِ السَّماءِ!، يا لَلْعَجَبِ!، يا لَرَوْعَةِ المَنْظَرِ! Repare na fatha sobre o لام aqui; um chamamento simples não leva nenhum لام.

Também totalmente correntes na escrita moderna: ما هٰذا الجَمالُ!، أَيُّ يَوْمٍ كانَ ذٰلِكَ! Estas são frases nominais com um ponto de exclamação, não um padrão especial, por isso não há surpresas de caso.

13. Duas fronteiras. يا, aqui, não é a partícula vocativa da lição 36 — يا وَلَدُ! chama alguém, يا لَهُ مِنْ وَلَدٍ! maravilha-se com ele. E o quão formal tudo isto soa, e onde um jornal moderno prefere antes um simples intensificador, pertence às lições de registo no fim do percurso.

Formas e estruturas

Os dois padrões قِياسِيّ, peça por peça:

النَّمَطحَرْفٌ / أَداةالفِعْلالمُتَعَجَّبُ مِنْهُمِثال
ما أَفْعَلَهُما (اسْمٌ نَكِرَةٌ، مُبْتَدَأ)أَفْعَلَ (ماضٍ جامِد)مَفْعولٌ بِهِ مَنْصوبما أَجْمَلَ السَّماءَ!
أَفْعِلْ بِهِبِـ (حَرْفُ جَرٍّ زائِد)أَفْعِلْ (ماضٍ بِصورَةِ الأَمْر)فاعِلٌ مَجْرورٌ لَفْظًاأَجْمِلْ بِالسَّماءِ!

Uma raiz nos dois moldes, para ver que são o mesmo objeto duas vezes:

الجَذْرالفِعْلُ الثُّلاثِيّما أَفْعَلَهُأَفْعِلْ بِهِ
ج م لجَمُلَما أَجْمَلَ السَّماءَ!أَجْمِلْ بِالسَّماءِ!
ك ر مكَرُمَما أَكْرَمَ الرَّجُلَ!أَكْرِمْ بِالرَّجُلِ!
ن ف عنَفَعَما أَنْفَعَ الكِتابَ!أَنْفِعْ بِالكِتابِ!
ع ظ معَظُمَما أَعْظَمَ الصَّبْرَ!أَعْظِمْ بِالصَّبْرِ!
ص ع بصَعُبَما أَصْعَبَ الامْتِحانَ!أَصْعِبْ بِالامْتِحانِ!

As raízes fracas e duplicadas comportam-se exatamente como as lições 49-51 preveem — a forma absorve-as:

النَّوْعالفِعْلالتَّعَجُّبمُلاحَظَة
مُضَعَّفشَدَّما أَشَدَّ الحَرَّ!a duplicação mantém-se, com uma xadda
أَجْوَفطالَما أَطْوَلَ اللَّيْلَ!o و oculto ressurge
ناقِصحَلاما أَحْلى القَهْوَةَ!termina em ى; a fatha é مُقَدَّرَة, por isso não se escreve
ناقِصقَساما أَقْسى الشِّتاءَ!o mesmo — nada visível no verbo
مِثاليَسُرَما أَيْسَرَ الأَمْرَ!o و/ي do primeiro radical escreve-se claramente

Os verbos bloqueados e as suas soluções:

الشَّرْطُ المَفْقودمِثالٌ مَمْنوعالبَديلُ الصَّحيح
لَيْسَ ثُلاثِيًّاما أَسْتَخْدَمَهُ!ما أَكْثَرَ اسْتِخْدامَهُ!
لَيْسَ ثُلاثِيًّاما أَتَعاوَنَهُمْ!ما أَجْمَلَ تَعاوُنَهُمْ!
الوَصْفُ عَلى وَزْنِ أَفْعَلما أَحْمَرَ الوَرْدَ!ما أَشَدَّ حُمْرَةَ الوَرْدِ!
مَبْنِيٌّ لِلْمَجْهولما أَكْتُبَ الرِّسالَةَ!ما أَجْمَلَ ما كُتِبَ!
مَنْفِيّ-ما أَقْبَحَ أَلّا يَعْتَذِرَ!
غَيْرُ قابِلٍ لِلتَّفاوُتما أَمْوَتَهُ!ما أَفْجَعَ مَوْتَهُ!

As fórmulas ouvidas, com a terminação que cada uma exige:

الصّيغَةمِثالTradução
يا لَهُ مِنْ + نَكِرَةٍ مَجْرورَةٍيا لَهُ مِنْ يَوْمٍ!que dia!
يا لَها مِنْ + نَكِرَةٍ مَجْرورَةٍيا لَها مِنْ فِكْرَةٍ!que ideia!
يا لَـ + مَجْروريا لَجَمالِ السَّماءِ!como o céu é bonito!
ما هٰذا + مَرْفوعما هٰذا الجَمالُ!que beleza é esta!

Deixado de fora de propósito: as licenças clássicas que os antigos gramáticos permitem em torno destes padrões — separar o verbo do seu nome por um ظَرْف, exclamar sobre uma exclamação, e fórmulas como لِلَّهِ دَرُّهُ. Pertencem a textos mais antigos, não ao árabe literário moderno escrito.

Exemplos

العربيةPortuguês
ما أَجْمَلَ السَّماءَ بَعْدَ المَطَرِ!Como o céu é bonito depois da chuva!
ما أَسْرَعَ الوَقْتَ! لَمْ أَشْعُرْ بِمُرورِ السّاعَةِ.Como o tempo passa depressa! Não dei conta de a hora passar.
ما أَطْيَبَ الطَّعامَ في هٰذا المَطْعَمِ الصَّغيرِ!Como a comida é boa neste pequeno restaurante!
ما أَشَدَّ الحَرَّ في شَهْرِ أَغُسْطُسَ!Como o calor é intenso em agosto!
ما أَصْعَبَ الامْتِحانَ الَّذي قَدَّموهُ لَنا!Como o exame que nos deram foi difícil!
زُرْتُ دِمَشْقَ مَرَّةً واحِدَةً، ما أَجْمَلَها!Visitei Damasco uma vez — como é bonita!
ما أَحْلى أَنْ نَلْتَقِيَ بَعْدَ كُلِّ هٰذِهِ السِّنينَ!Como é encantador encontrarmo-nos depois de todos estes anos!
أَجْمِلْ بِالسَّماءِ في لَيالي الصَّيْفِ!Como o céu é bonito nas noites de verão!
أَكْرِمْ بِهِ رَجُلًا! لَمْ يَتَأَخَّرْ عَنّا يَوْمًا واحِدًا.Que homem tão bom ele é! Nunca nos deixou ficar mal um único dia.
أَعْظِمْ بِالصَّبْرِ في وَقْتِ الشِّدَّةِ!Como a paciência é grande nos tempos difíceis!
ما أَشَدَّ حُمْرَةَ الوَرْدِ في حَديقَةِ جارِنا!Como as rosas são vermelhas no jardim do nosso vizinho!
ما أَكْثَرَ اسْتِخْدامَ الهاتِفِ بَيْنَ الطُّلّابِ!Como os estudantes usam os telemóveis!
يا لَهُ مِنْ يَوْمٍ طَويلٍ!Que dia tão longo!
يا لَجَمالِ السَّماءِ هٰذِهِ اللَّيْلَةَ!Como o céu está bonito esta noite!

Erros frequentes

  • ما أَجْمَلُ السَّماءُ! -> ما أَجْمَلَ السَّماءَ! — as duas terminações estão erradas ao mesmo tempo. A exclamação é um verbo mais o seu complemento no acusativo, por isso é fatha no verbo e fatha no nome; as ḍammas transformam-na numa pergunta mal construída.
  • ما أَجْمَلُ السَّماءِ! -> ما أَجْمَلَ السَّماءَ! — um genitivo depois de أَجْمَلُ é a leitura do elativo da lição 28, «a parte mais bonita do céu», que precisa de «؟» e não de «!».
  • ما أَحْمَرَ الوَرْدَ! -> ما أَشَدَّ حُمْرَةَ الوَرْدِ! — as cores e os defeitos já são donos da forma أَفْعَل como adjetivos, por isso não a podem usar também como exclamação. Passe por um verbo auxiliar mais o مَصْدَر.
  • ما أَسْتَخْدَمَهُ! -> ما أَكْثَرَ اسْتِخْدامَهُ! — اِسْتَخْدَمَ é Forma X, não ثُلاثِيّ. O padrão constrói-se apenas sobre verbos simples de três radicais, nunca diretamente a partir da Forma VIII ou X.
  • ما أَجْمَلَتِ السَّماءُ! -> ما أَجْمَلَ السَّماءَ! — o verbo neste padrão está congelado. Nunca leva um ـتْ feminino, um dual ou uma terminação de plural, e o nome que o segue não é o seu sujeito.
  • أَجْمِلي بِالسَّماءِ! -> أَجْمِلْ بِالسَّماءِ! — أَفْعِلْ apenas parece um imperativo. Não se dirige a ninguém, por isso não leva nenhuma das terminações de pessoa ou género do imperativo.
  • أَجْمِلِ السَّماءَ! -> أَجْمِلْ بِالسَّماءِ! — retire o بـ e terá escrito uma verdadeira ordem, «torna o céu bonito». A preposição redundante é o que marca o padrão.
  • ما أَجْمَلَ هِيَ! -> ما أَجْمَلَها! — a coisa admirada é um complemento, por isso um pronome tem de ser a forma acusativa presa da lição 29, não um pronome livre.
  • ما أَجْمَلَ سَماءً! -> ما أَجْمَلَ السَّماءَ! / ما أَجْمَلَ سَماءً صافِيَةً! — o nome tem de ser definido ou receber uma descrição; um indefinido simples não dá à admiração nada a que se agarrar.
  • يا لَهُ يَوْمٍ! -> يا لَهُ مِنْ يَوْمٍ! — o nome depois de مِنْ é um genitivo indefinido. Retire مِنْ e o genitivo fica encalhado: a única variante que dispensa essa palavra coloca o nome no acusativo como um تَمْييز (يا لَهُ يَوْمًا), e a escrita moderna mantém مِنْ.

Dicas

  • Ancore tudo na lição 28: a exclamação e o elativo são a mesma forma أَفْعَل com os mesmos requisitos de entrada. Se consegue dizer هٰذا أَجْمَلُ, consegue dizer ما أَجْمَلَ; se não consegue, recorra ao verbo auxiliar.
  • Decore três auxiliares — ما أَشَدَّ، ما أَكْثَرَ، ما أَعْظَمَ — mais ما أَجْمَلَ. Com um مَصْدَر a seguir, cobrem todos os verbos que o padrão direto recusa, o que no vocabulário moderno são a maioria dos verbos.
  • Diga a fórmula com uma dupla fatha deliberada, «-a … -a», sempre que a treinar. O ritmo é a regra, e vai impedi-lo de escrever uma ḍamma por hábito.
  • Escreva o padrão um; reconheça o padrão dois. أَفْعِلْ بِهِ está vivo na letra impressa e nos discursos, mas é marcadamente mais literário, e confundir o seu بـ redundante é uma forma fácil de escrever uma ordem sem querer.
  • Em texto sem vocalização, procure o acusativo que realmente se vê. Os plurais masculinos são e os duais mostram-no nas letras: ما أكرم المعلمين não pode ser a leitura de negação, porque ـينَ só pode ser acusativo ou genitivo, nunca o nominativo de que um sujeito precisaria.
  • Não tente traduzir ما. Aqui não é nem «o quê» nem «não», e procurar-lhe uma palavra em português só o vai empurrar para as vogais erradas.
  • Mantenha يا لَهُ مِنْ … como um único bloco fixo com três lugares (لَهُ / لَها / لَهُمْ). É a exclamação mais útil desta lição para a escrita do dia a dia, e não precisa de análise nenhuma da raiz.